Na semana passada, li uma entrevista na revista Veja que só fez aumentar minha admiração na capacidade humana de fantasiar a realidade vivida. A entrevista era com a socialite Wilma Magalhães ( foto ), de quem eu jamais lera uma linha sequer de suas gotas de sabedorias. Esta semana, ao ler a seção de cartas da mesma revista, vi que alguns leitores relatavam que tinham se divertido com as respostas da socialite, um diagnosticava um caso clínico de fuga da realidade, outra indignava-se com a falta de assunto da revista ao entrevistar alguém como Wilma. Wilma, socialite que costumava temperar seus jantares com pó de ouro, está numa prisão em Brasília cumprindo pena de 6 anos por estar envolvida num esquema de legalizar propinas recebidas por ninguém menos que João Alves, um dos mais célebres anões do Orçamento. Como se vê, a vida de Wilma era um conto de fadas, e sua Terra do Nunca era Brasília. Ali, rodeada de anõezinhos sortudos, a fada era ela, claro. Pois, as fadas brilham e, segundo...
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