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II Guerra Mundial: 8 filmes, 70 anos depois

8 de maio de 1945: há 70 anos, os combates da II Guerra terminavam na Europa, enquanto no Extremo Oriente a guerra ainda prosseguia. Para lembrar o Dia da Vitória (conhecido como o Dia V ), deixe um pouco de lado de lado a fantasia da vingança de Bastardos Inglórios, o chororô de O Menino do Pijama Listrado ou qualquer filme de guerra com o Nicholas Cage e veja essa lista de 8 filmes sobre a II Guerra que provavelmente você ainda não assistiu. [Antes da lista, quero lembrar que há 30 anos eu e o Kelvin Ferreira, dois pré-adolescentes filhos de professores num internato no Amazonas (IAAI), fomos sabatinados sobre a II Guerra pelo colégio inteiro numa tal de capela cultural. Mesmo sendo dois devoradores de bibliotecas, não tínhamos respostas para todas as questões, mas as que tínhamos teriam nos levado longe num Show do Milhão.rs] Patton – O controverso general Patton foi até suspenso pelo alto comando por afligir seus soldados, mas era um estrategista tão genial e temi...

a lei musical da selva depois de 22 abril de 1500

Quando alguém gritou “Terra à vista” naquele de abril de 1500, os tripulantes de Pedro Álvares Cabral não faziam ideia de como seria a música dos nativos da terra de Santa Cruz. A primeira música que os exploradores ouviram quando chegaram aqui pode não ter sido a música da primeira missa rezada por esses lados do Atlântico. Pode ter sido um canto indígena. O escrivão Pero Vaz de Caminha anotou isto em carta a El Rey: “Eles [os índios] folgavam e riam, e andavam com ele muito bem ao som da gaita ... dançaram e bailaram sempre com os nossos, ao som de um tamboril nosso...” A epístola de Pero Vaz aos portugueses já adianta que o processo de submissão cultural dos nativos os levaria a praticar obrigatoriamente a música “dos nossos”, a música luso-europeia. Os padres jesuítas, desde sua chegada em 1549, empregavam o canto como instrumento de catequese nas aldeias indígenas e seus aprendizes participavam das atividades musicais em missas e ofícios. Imbuídos da missão de s...

uma imagem que vale mil canções: história da música dos adventistas

A história da música adventista no Brasil passa obrigatoriamente pelos músicos nessa foto, tirada num encontro de músicos no Rio de Janeiro: 1ª fila, da esq. para direita: Mário Jorge Lima, Williams Costa Junior, Jader Santos 2ª fila: Evaldo Vicente, Valdecir Lima, Lineu Soares, Flávio Santos 3ª fila, à direita: Alexandre Reichert Filho [Não conheço o trabalho de Wilson Almeida e Horly de Oliveira, na 3ª fila, da esquerda para direita. Por isso, vou mencionar somente os demais músicos]. No final dos anos 1970 e início dos anos 80, tendo como epicentro o Instituto Adventista de Ensino (hoje, UNASP-SP), eles viabilizaram uma mudança de paradigma sacro-musical que impactou a estrutura musical e poética tradicional e mobilizou um novo modelo de prática musical para as igrejas adventistas no Brasil. Trata-se de uma foto carregada de capital simbólico, visto que reúne uma geração espetacular de letristas, maestros, instrumentistas, compositores e arranjadores que deram novo...

os pontos fracos do livro digital

10 razões pelas quais o livro digital não entusiasmou ainda os universitários: 1. Os livros necessários não estão sempre disponíveis no formato digital 2. Eles não são tão acessíveis (o valor dos livros não caiu tanto e o aparelho leitor não é barato) 3. Você não pode emprestar ou revender a maioria dos livros digitais 4. Há uma sensação estranha na anotação em um e-book 5. Os livros digitais são pesados (em tamanho de estocagem) também 6. Existem melhores conteúdos digitais disponíveis na web 7. Os estudantes universitários de hoje cresceram usando livros tradicionais 8. Os e-books oferecem uma experiência de leitura diferente (em um estudo, os que leram uma versão impressa de um mesmo texto pareceram ter maior compreensão do conteúdo, lendo-o mais rápido, do que o grupo que leu uma versão digital) 9. Encontrar os livros é uma caça ao tesouro (em função da falta de padronização de formatos) 10. Os estudantes esperam...

democracia digital virou ditadura

O jornalista André Barcinski escreve sobre os novos e infelizes rumos que nossa sociedade tem tomado em relação à cultura e à arte (a íntegra do texto está aqui ): "Lembro bem quando começaram a pipocar os primeiros artigos sobre a tal “democracia digital”. O futuro, diziam, seria um novo Renascimento, uma época de cultura e informação gratuitas e acessíveis a todos. Um cineasta de Xapuri poderia ligar o laptop e enviar seu longa-metragem para um festival em Berlim. Músicos estariam livres da “escravidão” das gravadoras e poderiam vender suas músicas diretamente aos fãs. Todo mundo teria infinito acesso a livros e conhecimento.   Vários estudos foram publicados sobre o tema. Em 2008, o editor da revista de tecnologia “Wired”, Chris Anderson, lançou um livro muito influente, “ A Cauda Longa ”, em que dizia que a imensa oferta de produtos na Internet acarretaria uma democratização de vendas e de informação. Segundo Anderson, artistas mais famosos continuariam vendendo muitos...

O Oscar é a sessão de terapia de Hollywood

O Oscar é a sessão de terapia de Hollywood. É só conferir os premiados de Melhor Filme de cada ano: Em 2010, “Guerra ao Terror”: filme de baixo custo, dirigido por uma mulher, sobre o sofrimento dos “nossos soldados” no Oriente Médio. O concorrente e perdedor mais forte era “Avatar”, filme de altíssimo custo dirigido por quem? James Cameron, ex-marido da diretora de "Guerra ao Terror". Em 2011, “O Artista”, filme que homenageia o estilo das comédias do cinema mudo. Em 2013, “Argo”, filme em que produtores de Hollywood salvam “nossos cidadãos” sofrendo no Oriente Médio. Em 2015, “Birdman”, reciclagem de críticas à Hollywood que sempre faz a comunidade hollywoodiana rir de si mesma. Depois das duas horas de filme, o efeito passa e eles voltam a se levar a sério. A Academia também adora premiar filmes com temas “importantes”. Em 2009, a farsa dos irmãos Coen sobre um judeu ou a farsa de Tarantino para matar Hitler não tinham c...

meu filho e eu em A Grande Troca

Uma vez contei a um amigo escritor, Denis Cruz, as agruras do meu filho João Felipe na sua infância intolerante à lactose. Ele descreve essa história na Inspiração Juvenil publicada esse ano pela CASA. Me emocionei ao lembrar do sofrimento que foi aquele tempo, do choro do Jofe nos exames, no garoto que não podia comer o que os outros garotos comiam. Isso me consumia terrivelmente.  Admito que em meu desespero, eu não orei lá com muita paciência; briguei com Deus mesmo. Já o meu garoto reclamava, claro, mas quase sempre entendia tudo com uma incrível altivez.  Ficou realista e bonito, Denis. Obrigado. ***** A grande troca Quinta, 19 de Fevereiro Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Gênesis 2:17, ARA João Felipe era um garoto que não podia ingerir qualquer alimento que contivesse leite, como queijos, pizzas ou doces. Seu corpo não desenvolveu a enzima lactase, que é capaz de ...