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neymar: uma história mal-cortada de amor e ódio


No princípio, o brasileiro tratava o Neymar como neto. Como os avós de antigamente (os avós de hoje só querem saber de caminhada e cruzeiro pelo litoral), tudo o que menino fazia era um mimo.

Neymar dava um chapéu abusado no Chicão, é coisa de guri! Neymar apanhava em campo, não mexam com meu garoto! O moleque humilhava zagueiros, caçoava do Rogério Ceni, enfim, era o capeta em forma de guri bom de bola.

Logo o brasileiro passou a exigir Neymar na seleção. Olha aí, Dunga, ele pula, ele roda, ele faz requebradinha! Já dava pra escutar um Galvão aos berros: “Neymar neles! Seguuuura que eu quero ver!” Mas o Dunga segurou.

Só que a adolescência do Neymar mal começava e foi quando todo mundo resolveu ser coordenador pedagógico do menino. “Estão criando um monstro”, advertiu o técnico Renê Simões. Desse jeito, quando ele driblar de novo, vão dizer que ele não tem modos.

Os tios e avós postiços de Neymar adoram passar um receituário de corretivos: “Deixem ele sem PlayStation por um mês”, “São as más influências do Face", “É esse penteado”, “É muita tintura na cabeça”.

Neymar é um projeto de craque, cheio de amor, caneta e chapéu pra dar. Mas é tanto marketing e Wellaton que ele precisa abrir o olho pra não virar só um “Neymala”. Por isso, ele fez bem em ir para o Barcelona jogar com um craque discreto como o Messi. Imagina se vai pra Madrid disputar o telão e o gel com o Cristiano Ronaldo!

No mais, não é o caso de só passar a mão no cabelo moicano toda vez que ele cometer uma bobagem. Mas não vamos fingir que, se ele fosse nosso filho, a gente faria melhor.

Comentários

douglas reis disse…
Muito bom, amigo. Reflexão oportuna. E quem ganha é a seleção: a projeção é que o craque amadureça no Barça. Vamos ver.
Anônimo disse…
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Anônimo disse…

В Рязани 16 ноября состоялось шествие инвалидов. В акции приняли участие около 80 человек, сообщает корреспондент Собкор®ru. Впереди колонны ехала группа инвалидов на колясках Их возглавил тренер хоккейно-футбольного клуба "Россия" Михаил Безруков, который 10 лет является инвалидом I группы.



Шествие стартовало по улице Почтовой, от памятника Ленина. Организаторы наглядно показали присутствующим, какой сложностью являются для парализованных людей такие, казалось бы, "мелочи", как отсутствие специального пандуса на крыльце магазина. Инвалиды с трудом преодолевали ступеньки Главпочтампа и других учреждений, расположенных на Почтовой. "Нормально перемещаться парализованному колясочнику по Рязани сегодня невозможно", - заявили организаторы



Тут же состоялся митинг под лозунгом "Обеспечить инвалидам равные с прочими гражданами России возможности для реализации гражданских и политических свобод!" В своем выступлении Безруков сделал упор на социальную политику государства, абсолютно игнорирующую нужды людей с ограниченными возможностями.



В частности, на сегодняшний момент в России отсутствуют нормативы, обязывающие в процессе градостроительства и планировки городских и сельских поселений учитывать специфические потребности инвалидов: лифты, подъемники, пандусы, специальные места для отдыха и приспособления в общественном транспорте. Между тем, только в Рязанской области сейчас проживает свыше 150 тысяч инвалидов.



По завершению митинга на Почтовой инвалиды доехали до здания городской администрации. Там они передали в приемную мэра Рязани Федора Провоторова протестную петицию, подписанную ста рязанцами.



Антон Мещерский



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