Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Setembro, 2014

a jovem que queria ficar rica com música

Na feira de profissões, uma estudante se aproximou e disse:  - O que mais amo é música.  - Então essa é a profissão pra você. Pois, não é ótimo fazer o que mais se gosta e ainda ser pago por isso? Olhando a cena, alguns dos alunos que trabalhavam comigo perguntaram:
- Simples assim, professor? Respondi-lhes:
- Certamente. Pois todo o que vier perguntar sobre o curso de modo algum o lançaremos fora Outra estudante veio e perguntou:
- Vem cá, música dá dinheiro mesmo? - Não. Dá prazer, drama, emoção. Dinheiro, nem sempre. Ela ficou meio decepcionada e seguiu seu caminho. Os alunos voltaram a perguntar:
- Por que o professor não insistiu? - É para que ela não perca tempo, já que tempo é dinheiro. Mas música, não. Música é outra coisa.

matou Deus e foi ao cinema evangélico

Eu bem que gostaria que fosse diferente, mas Deus não está morto é um filme que, embora queira partilhar uma mensagem profunda, é raso de espírito. Deus não está morto, mas a qualidade do cinema evangélico não passa bem.
Não vou falar da performance dos atores, da fotografia ou dos diálogos, todos de um primarismo que se nivela a um seriado bíblico da TV Record. Isso até seria uma marca das produções religiosas nacionais (de qualquer crença). Aliás, muito espectador dessas produções invoca uma virtude cristã, como a condescendência, para assisti-las.
As carências técnicas seriam um problema sem importância, se o alto valor da mensagem que o filme deseja divulgar fosse transmitido com acuidade e grandeza de espírito e não só com suposta nobreza de intenção.
O enredo trata de personagens evangélicos que são perseguidos e humilhados, mas têm uma luz celestial que lhes afasta de toda incerteza ou falta de racionalização crítica. Parece que são capazes de superar doenças com doses de cânt…

o incrível cinema que encolheu

Joe Gilles: Você é Norma Desmond, atriz do cinema mudo. Você era grande. Norma: Eu sou grande. Os filmes é que ficaram pequenos.
A Rede Cinemark reprisou alguns clássicos do cinema: Bonequinha de Luxo, Lawrence da Arábia, O Poderoso Chefão I e II, Chinatown, A Felicidade Não se Compra, Taxi Driver. Só pelos títulos já dá pra concordar com a personagem Norma Desmond (personagem de outro clássico, Crepúsculo dos Deuses): o cinema encolheu.
O cinema ficou “big”, mas raramente é “great” como costumava ser. Cinema “big” sempre existiu, mas nos últimos 20 anos o cinema é grande no sentido de bilheteria, número de explosões, de efeitos visuais, de marketing gigantesco e merchandising incomensurável.
Raramente é grande no sentido de grandioso, de tematicamente ambicioso, que visa o impacto emocional e intelectual, e não somente o sensorial, que não tem medo da transcendência.
Bonequinha de Luxo é do tempo em que havia comédias românticas baseadas em roteiros inteligentes e bons atores e não a…