O mais recente capítulo da disputa via satélite entre Globo e Record foi ao ar na semana passada. Como de costume, uma das redes de televisão sentiu-se ofendida e, machucada em seu ego continental, partiu para o contra-ataque. O conflito entre ambos as redes começa em tom jornalístico, mas no fim das contas, toma feitio de folhetim. Mas o que foi que aconteceu mesmo? Na novela Duas Caras , da Globo, há um núcleo evangélico do “mal” (segundo o autor da novela, há outro núcleo, o do “bem”). Pois este grupo de crentes, liderados por uma fanática, se insurgiu num dos capítulos contra um triângulo amoroso formado por um homossexual, uma ex-drogada e um garçom. A tal evangélica, liderando a turba, fez soar as trombetas de Jericó, invadiu uma casa, atirou pedra na ex-drogada como se não tivesse pecados, depredou uma cama, ameaçou matar uma grávida que carregaria a própria besta do Apocalipse. Enfim, foi um Baal-nos-acuda, um cruzamento de A Profecia com As Bruxas de Salem . A reação da Recor...