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Mostrando postagens de Agosto, 2012

três mitos sobre o gospel nacional

Quando o gospel começou a se firmar no Brasil na metade da década de 1980, logo boa parte do repertório evangélico tradicional foi esquecido. Não por acaso, muita gente que frequenta as igrejas cristãs há menos de quinze anos tem a impressão de que o gospel é o marco zero da música sacra. Não se conhece a história dos pioneiros que se empenhavam em pregar a Palavra, quanto mais o passado de músicos que ousavam inovar a Palavra cantada. É como se tudo tivesse começado com o movimento gospel. Vamos relembrar um pouco a história falando de três mitos disseminados pelo gospel nacional:
1) O gospel trouxe inovação musical para a igreja: à parte a história bem antiga da renovação musical que vem desde antes da Reforma Protestante no século 16, algumas inovações formais que são atribuídas ao gospel, como a introdução de música popular brasileira e instrumentos musicais como guitarra e bateria, já eram praticadas em gravações evangélicas desde a década de 1970. Bem antes dos CDs, o repertório…

o primário e o universitário

Sem mais, meritíssimo.

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Já andei escrevendo sobre o assunto:

Todo mundo odeia o Michel Teló

Mestres, inventores e diluidores

André Rieu é o pior professor de música clássica

André Rieu não toca música clássica. O que ele faz é recortar o trecho mais conhecido de uma peça erudita e, junto com aquelas violinistas e cellistas com roupa de baile de aniversário de 15 anos, alardear que está revigorando a música clássica.
É como se fosse um show global de fim de ano em que Roberto Carlos cantasse somente o refrão dos maiores sucessos dos Beatles em ritmo de Emoções e pop-sertanejo.
Anunciado como o maior violinista do mundo (o que já é uma mentira), Mr. Rieu é o maestro de um grande circo. Aliás, um circo bem caro: os ingressos chegam a R$ 400. Quem paga um absurdo desses certamente já tem pão em casa. Só faltava o circo.
Cada um faz com a música clássica o que bem quiser. Pode mutilar essa música, pode picotá-la, pode por três tenores para vendê-la, pode por uma escola de samba junto com a orquestra, pode fazer acrobacias em cima do piano. Só não pode dizer que está revigorando a música clássica.
André Rieu é um empresário da indústria do entretenimento. E is…

volta ao mundo olímpico em 7 notas

1 - Pela reação indiferente da torcida brasileira à derrota da seleção de futebol masculino, já dá pra dizer que somos o país do vôlei e do judô? [Eu nunca tinha vibrado tanto com uma vitória brasileira como naquele jogo épico das meninas do vôlei, Brasil 3 x 2 Rússia].
2 - O lutador de taekwondo Diogo Silva justificou sua derrota para Mohammad Bagheri dizendo que o adversário é o “Neymar do Irã” na sua categoria. Fica difícil vencer quando não se consegue nem mesmo derrubar o Neymar.
3 - A música mais ouvida nos Jogos foi o tema de Carruagens de Fogo. Mas o filme mais visto foi “Jamaica Abaixo de 10 segundos”.
4 - Momento #vaicuríntia: segundo anedota que correu as redes sociais, “se o Brasil tivesse levado seis corintianos na delegação, nós teríamos trazido 12 medalhas de ouro, 22 de prata, 33 de bronze, 76 relógios, 40 km de fio de cobre e até a coroa da rainha”. 
5 - Por que o brasileiro sentado preguiçosamente diante da TV exige medalha de ouro dos seus atletas? A única medalha…

tempos modernos e perdidos

Se tanta invenção é feita para ganharmos tempo, por que estamos sempre dizendo que nunca temos tempo?


o ateu, o crente e o bicho-papão

Texto de Ed Renê Kivitz.
Outro dia alguém me enviou pelo twitter a seguinte pergunta: “quando vc era criança também acreditava em bicho-papão, porque deixou de acreditar?”
Minha primeira reação foi ignorar a pergunta, formulada em tom de crítica a um tweet que postei testemunhando minha fé em Deus. Imaginei que o autor da pergunta não esperava resposta, apenas pretendia sugerir a estupidez da minha fé. Tive a mesma sensação que experimentei quando comecei a ler um texto sobre “razões porque deixei de ser crente” e o autor logo na primeira página comparou a crença em Deus à crença no Saci-Pererê. Mas, passado o ímpeto de deixar pra lá, resolvi responder, pelo menos para mim mesmo.
Minha resposta começaria afirmando que jamais acreditei em bicho-papão. O que me aterrorizava na infância eram os ciganos e o “velho do saco”. Devo isso às minhas avós, que diziam que esses homens malvados gostavam de raptar meninos desobedientes. Registro que acredito em ciganos e velhos do saco, não necess…