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chegou o livro Música e Religião na Era do Pop

Em nossa época de entretenimento em escala industrial, a fé é um show. E a religião-espetáculo não abdica da música. Também nos tempos do triunfo do pop, a música gospel no Brasil demonstra uma forte interação com o mercado da música popular. Se a mentalidade religiosa ocidental mudou e a fé ajuda a alavancar o consumo, como isso repercute na prática musical dos cristãos? Essa relação entre o gospel e o pop se dá somente no campo da letra e do estilo da canção ou também está nas estratégias de marketing e na postura cênica dos cantores gospel? Afinal, o gospel é pop?  Foi com essas observações e perguntas na cabeça que escrevi o livro "Música e Religião na Era do Pop", que pode ser adquirido nos sites da Editora Appris e da Livraria Saraiva . O lançamento acontece nesta quinta-feira, dia 22 de maio, às 19 horas, na livraria Saraiva do Shopping Crystal (Curitiba/PR). Todos estão convidados.

música clássica não é coisa de véio!

Não sei se você lembra ou se já era nascido, mas não faz tanto tempo que passou na TV um comercial de refrigerante(?) que era mais ou menos assim: um adulto todo engomadinho ouvia ópera com uma expressão de profundo tédio. Aí o narrador dizia: mas enquanto esse tempo (de ouvir ópera feito um velho caidaço?) não chega, aproveite para... Então aparecia uma menina toda feliz e animada ouvindo música pop e tomando seu xarope com gás. Associar música clássica com caretice e música pop com modernidade é um truque barato dos publicitários para vender uma imagem de produto hype para descolados e afins. Uma pena, porque música clássica não é coisa de véio! Música pop também pode ser absurdamente entendiante e chata como um bate-estaca, uma Macarena, uma Celine Dion cantando o tema do Titanic, uma Beyoncé se esgoelando e fazendo pose de stripper, uma Shakira rebolando pior que a Gretchen, um Restart que deveria ser reinicializado, um Marcelo Camelo, um discurso da Dilma... Escutar uma ó...

ditadura no Brasil: 50 anos, 5 músicas

Para o historiador Eric Hobsbawn, a contestação também é uma forma de patriotismo. Patriotas seriam aqueles que mostram seu amor pelo país desejando renová-lo pela reforma ou pela revolução ( Nações e nacionalismos desde 1780 ). Mas para a ditadura militar no Brasil, ser patriota significava ficar caladinho diante do regime que não tolerava críticas.  O golpe militar de 31 de março de 1964 completa 50 anos. Ninguém vai cantar parabéns. Mas para lembrar a resistência político-musical naqueles anos de chumbo, selecionei 5 canções-símbolo (clique nos links para ouvir). 1 - "Disparada" Em 1966, o primeiro prêmio no Festival de Música Popular da Record (na era pré-Edir Macedo) foi dado à “Disparada”, de Geraldo Vandré: Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar O recado da música mal camuflava a crítica ao regime opressor:  Porque gado a gente marca / Tange, ferra, engorda e mata  Mas com g...

a parábola do bom samaritano gospel

O primeiro: O piano tocou a introdução, o coral cantou um salmo de Davi no estilo barroco, depois entoou um canto polifônico sobre o texto de Romanos 13. Parte da congregação achou que estava ouvindo a “verdadeira música sacra”. Outra parte não entendeu nada, mas achou tudo muito bonito, embora meio tedioso. E o regente saiu batendo no peito dizendo que música sacra não é para agradar as pessoas, e sim a Deus. O segundo: A bateria fez a introdução, o cantor pediu pra bater palma e mandou tirar o pé do chão, depois repetiu dez vezes um refrão de quatro versos. Parte do público não entendeu nada, e achou tudo muito constrangedor. Outra parte achou que agora a igreja conseguiria “alcançar os jovens”. E o showman saiu dizendo que o que importa é a letra e o coração. O terceiro cantou uma música que ajudou a curar feridas, a dar esperança, a devolver confiança. Que música ele cantou? Não sei. Só sei que nem no Israel moderno se achou tamanha fé e louvor tão sincero.

O pregador que rasgava conselhos sobre música sacra

Duas ou três coisas que eu sei sobre o caso do pregador Horne, que rasgou livro de compilação de conselhos sobre música sacra sob o pretexto de que "ninguém" os pratica. 1 - Se isso foi uma atitude de coragem, estou esperando pra ver outro imaculado rasgar os Conselhos sobre Regime Alimentar, já que "ninguém" os pratica. Ou então é pra rasgar a página dos 10 Mandamentos sob a justificativa de que "ninguém" os pratica? 2 - A interpretação "zelosa" de alguns é diametralmente oposta à moderação e à intenção da autora dos conselhos. 3 - Assim como tem uma turma cantando pra torcida, tem outra turma pregando pra plateia e não para congregações. Parece que só a primeira turma merece reprimendas públicas. 4 - Cuidado com o pregador que ilude o público com generalizações. Mais cuidado ainda com quem rasga e queima livros. 5 - Na sua argumentação, o exterminador de páginas diz que por essas demonstrações musicais os crentes são tomados por um ...

10 melhores trilhas sonoras premiadas no Oscar

Na semana que precede a festa do troféu mais disputado do cinema, o Oscar, fiz uma lista de músicas premiadas ou injustiçadas na categoria "Melhor Trilha Sonora". A seguir, as 10 trilhas sonoras vencedoras do Oscar que, na ínfima opinião e gosto deste músico, são as melhores entre as oscarizadas (em ordem cronológica). Para ouvir, clique nos títulos dos filmes ou nos vídeos: As Aventuras de Robin Hood  (1938) | Autor: Erich von Korngold Trilha sonora épica, sinfônica e triunfal que marcaria toda uma forma de compor para filmes de ação e aventura. E ainda tem tons românticos ou cômicos quando necessário. A Ponte do Rio Kwai (1957) | Autor: Malcolm Arnold O tema mais assobiado do cinema? Talvez sim. Nem o Domingão do Faustão,  que usou até a exaustão a música desse filme, conseguiu destruir esse clássico. Bonequinha de Luxo (1961) | Autor: Henry Mancini Audrey Hepburn + "Moon River" derrete corações até hoje. Some-se a delicada trilha de Henry Manc...

lembranças aos duzentos e muitos

Em 27 de Janeiro de 2013, 242 pessoas perderam a vida num incêndio na boate Kiss, na cidade de Santa Maria/RS. A maioria das vítimas ainda tinha vinte e poucos anos. Escrevi essa canção como uma lembrança aos duzentos e muitos...   1 ano depois da tragédia, nenhuma autoridade tinha sido responsabilizada judicialmente.