Pular para o conteúdo principal

Ensinar é coisa de inconformado

Ensinar é coisa de inconformado

Já disseram por aí que ensinar é formar
É formação
Formar a ação
Fomentar a ação e a reflexão
Formar o docente (de forma decente)
Jamais formatar o docente
Isso, sim, (e o salário) é indecente

Por mim, basta informar,
Diz o professor deformado
É sonhar demais querer transformar?
Pergunta o professor inconformado

E não vos conformeis com esse século...

Quero ver formar sem formalizar
Unidade, conte comigo
Uniforme, não
Se formar não é uniformizar
Então vamos multiformizar?

Nem multi nem maxiformizar
É desformizar, é antiformizar
É fazer tudo nos inconformes

Ensinar é trabalho pra inconformado
Ensinar é tirar da forma
Ou o ensino sai da forma
Ou nossa prática vai ficar no formol

E não vos conformeis com as práticas desse século...

by Joêzer Mendonça


* * * * *
Escrevi essas linhas minutos antes de participar como mediador na mesa-redonda "Formação docente e Ensino Musical na Contemporaneidade", evento na PUCPR (26.8.13). 

Comentários

Luciana Teixeira disse…
Gostei muito!
Regina Pimentel disse…
Muito bom o texto! Parabéns!! Não conhecia o seu blog.

Um dos meus maiores sonhos é me tornar educadora e serei a partir do próximo ano pra fazer parte dos inconformados também!

Regina Pimentel
www.meuspoemasmeusonho.blogspot.com

Postagens mais visitadas deste blog

Lutero e a Reforma da música - parte 1

Andreas Karlstadt acaba de publicar em Wittenberg um panfleto com 53 tópicos condenando a liturgia católica, rejeitando seu formato, seu idioma e sua música inacessível ao canto congregacional. Isso foi manchete em março de 1522. Naquele ano, Martinho Lutero, após seu exílio no castelo de Wartburg, voltava para Wittenberg, onde em 31 de outubro de 1517 ele publicara suas 95 Teses. Isso continua sendo manchete há 499 anos. Esperava-se que o Dr. Lutero, o reformador protestante, apoiasse Karlstadt. Mas ao chegar na cidade, Lutero profere uma série de oito sermões com o intuito de corrigir a reforma litúrgica radical de Karlstadt. A reforma luterana deveria ser mais cautelosa e mais conservadora devido 1) à necessidade de reformar o ensino bíblico antes de modificar o ritual e 2) ao apreço de Lutero pelo canto tradicional polifônico. As proposições reformadoras de Lutero cuidaram de preservar o aparato cerimonial da missa católica, cuja música, linguagem e ornamentações possuíam alto valor …

uma imagem que vale mil canções: história da música dos adventistas

A história da música adventista no Brasil passa obrigatoriamente pelos músicos nessa foto, tirada num encontro de músicos no Rio de Janeiro: 1ª fila, da esq. para direita: Mário Jorge Lima, Williams Costa Junior, Jader Santos 2ª fila: Evaldo Vicente, Valdecir Lima, Lineu Soares, Flávio Santos 3ª fila, à direita: Alexandre Reichert Filho
[Não conheço o trabalho de Wilson Almeida e Horly de Oliveira, na 3ª fila, da esquerda para direita. Por isso, vou mencionar somente os demais músicos].
No final dos anos 1970 e início dos anos 80, tendo como epicentro o Instituto Adventista de Ensino (hoje, UNASP-SP), eles viabilizaram uma mudança de paradigma sacro-musical que impactou a estrutura musical e poética tradicional e mobilizou um novo modelo de prática musical para as igrejas adventistas no Brasil.

Trata-se de uma foto carregada de capital simbólico, visto que reúne uma geração espetacular de letristas, maestros, instrumentistas, compositores e arranjadores que deram novos rumos à música…

quando a teologia canta