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a música cristã além do dogmatismo

A revista Veja publicou matéria sobre Leonardo Gonçalves e os irmãos André e Tiago Arrais, juntamente com vários outros cantores cristãos brasileiros. Cantores de diferentes igrejas cantando juntos. Pode isso, irmão Arnaldo? Eles deveriam ser mais dogmáticos e se posicionarem o tempo todo sobre crenças fundamentais particulares? 

Não se exige da ADRA, agência cristã de ação humanitária, que ela faça panfletarismo doutrinário durante suas ações ao redor do mundo. Aliás, a ADRA é respeitada e elogiada não pela apologia de credos, mas por fazer um trabalho importantíssimo no auxílio a vítimas de catástrofes e tragédias. Esse trabalho prioritário é resultado da sua mentalidade cristã.

Fala-se muito na dificuldade do cristianismo contemporâneo de alcançar as chamadas “mentes secularizadas” ou “mentes pós-modernas”. No entanto, quando os músicos elaboram formatos contemporâneos para atrair essas “mentes”, quando o trabalho deles parece estar indo de vento em popa, surge alguém para chamar isso de ecumenismo gospel.

E olha que nem são atrações como o "Vale-Tudo gospel", evento que atrai tanto praticantes de lutas quanto controvérsias. Aliás, o nome do evento é sintomático de uma mentalidade pragmática que tem tomado conta das ações de proselitismo evangélico.

Do mesmo modo que alguns forçam a interpretação sobre o que é “pós-moderno”, especula-se equivocadamente sobre o caráter ecumênico de músicos de diferentes denominações cristãs que se unem com a finalidade de organizar encontros em que se fale de música, de cultura, de técnica artística e acabam suscitando o interesse pelo conhecimento do evangelho.

------ Se você é cristão e é um reconhecido profissional de sua área, você recusaria um convite de uma igreja para falar de sua especialidade com profissionais de outras igrejas cristãs? Ou diria que não iria se sentar com transgressores da lei? Ou diria que não iria discutir com perdidos, ou com falsos profetas ou com metidos a intelectuais? ------------

No caso específico dos adventistas, a dieta vegetariana, o estilo de vida, as obras médica e educacional tem sido quesitos tradicionais de atração dos olhos de todos para sua igreja. Mas surgem coisas inesperadas, como a ascensão do médico Ben Carson entre os presidenciáveis norte-americanos, fato que tem motivado a curiosidade da mídia sobre quem são e no que creem os adventistas.

Outro fator inesperado, pelo menos para as expectativas dos pioneiros do adventismo no século 19, é a ascensão da música popular no cotidiano da juventude. A facilidade do acesso à música, o tempo de escuta, a forte presença dessa música na mídia e o interesse pela vida pessoal dos cantores admirados são evidências do triunfo da música pop.

Os cantores não ficaram tanto tempo debatendo a natureza dessa música, mas não perderam tempo em empregar essa música para atrair pessoas ao evangelho – no jargão evangélico, para “salvar pessoas”.



A reportagem da Veja é sobre o indie gospel, termo que segundo a revista descreve um tipo de música cristã que foge aos clichês de letra e arranjo musical do universo gospel nacional. O texto aborda os encontros do Loop Sessions + Friends, evento que reúne o batista Mauro Henrique (vocalista do Oficina G3), o adventista Leonardo Gonçalves e o católico Guilherme de Sá, da banda Rosa de Sarom: “o trio cultiva uma sonoridade muito diversa da que existe na música gospel tradicional, que é mais afeita a cantos de louvor para levar a multidão fiel ao êxtase”.

A matéria avalia que as letras dos cantores retratados no texto chegam a ser mais sofisticadas do que o repertório do pop nacional: “em vez de falarem explicitamente de Deus e religião, os letristas usam alusões e metáforas, muitas vezes mais elaboradas do que o eterno discurso de autoajuda de grande parte do rock brasileiro secular, de Nando Reis a Pitty”.


Há pessoas que criticarão exatamente o fato de não falar explicitamente sobre Deus e religião em todas as canções desses músicos. Mas, então, como é que se quer alcançar as “mentes pós-modernas” com o discurso religioso tradicional? Algumas igrejas fazem treinamento para ações evangelizadoras e não se diz a elas para sair falando de Deus e religião no primeiro contato com os outros. Por que os músicos agiriam diferente?

A música não é só a coluna mestra do mercado gospel. Essa pode ser a visão econômica marxista sobre isso, e não está errada. Mas não é só isso. A música tem sido a ponte de comunicação entre os cristãos e também a base de lançamento de estratégias que atraiam as pessoas não para a música, mas para o Eterno centro da mensagem da música. O "indie gospel" também faz parte desse movimento. É um equívoco desprezar suas múltiplas faces (Marcela Taís, Rodolfo Abrantes, Palavrantiga e Oficina G3 são alguns deles).

Precisamos conhecer o trabalho que está sendo feito a fim de não incorrer em generalizações e especulações que desqualificam a missão que cada indivíduo envolvido acredita que possui. O evangelho ainda é o mesmo, mas as pessoas e os métodos não são as mesmas. Numa sociedade extremamente diversificada e multicultural, seria prudente não medir a importância do trabalho cristão do outro pela régua que me deram quando a igreja ainda estava nascendo.

*****

Matéria completa da Veja, aqui

Comentários

Amo a música dos Arrais. São verdadeiros poetas cristãos.
Narcisio Rios disse…
Texto claro, simples e objetivo!
Parabéns! Que D-s continue a nós iluminar e guiar a luz da Sua Palavra...
Faço minhas as palavras do Apostolo Paulo em 1 Coríntios 9:18-23:
"Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo para não abusar do meu poder no evangelho.
Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais.
E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei.
Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei.
Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.
E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele."
Anderson F. disse…
Então, os meios justificam os fins?
Não há nada de errado no ritmo e nas letras das canções gospels de hoje em dia, e que estão invadindo a IASD como há muito foi profetizado que aconteceria justo antes do fechamento da porta da graça?
Se Deus não muda, por que nós deveríamos mudar nosso estilo de adoração (música) para Ele? O evangelho é o mesmo - Cristo desceu do céu para morrer por nós e salvar-nos de nossos pecados, a música é a mesma - é a música celestial que tal como o santuário devemos imitar para sermos distintos, santos nessa terra.
Não queremos batizar pessoas não convertidas, desejamos atrair pessoas que vejam quão mal é seu pecado e desejem encontrar o Salvador. Difícil seria encontrar esse "salvador" se ele mudasse, e isso quem faz é o que se disfarça de "salvador", o mestre do engano e da mentira.
Será que o problema é que hoje não queremos entregar toda a nossa vida a Deus a fim de que Ele mude, inclusive, nossos gostos musicais?

"11 Ó coríntios, a nossa boca está aberta para vós, o nosso coração está dilatado!
12 Não estais estreitados em nós; mas estais estreitados nos vossos próprios afetos.
13 Ora, em recompensa disto (falo como a filhos), dilatai-vos também vós.
14 Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas?
15 Que harmonia há entre Cristo e Belial? ou que parte tem o crente com o incrédulo?
16 E que consenso tem o santuário de Deus com ídolos? Pois nós somos santuário de Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
17 Pelo que, saí vós do meio deles e separai-vos, diz o Senhor; e não toqueis coisa imunda, e eu vos receberei;
18 e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso. " 2 Co 11-18

Nossa música deve ser sim distinta, santa, harmoniosa, seguindo preceito e ensinamentos descritos nas Sagradas Escrituras e no Espírito de Profecia.

Quando ao que disse Narcisio Rios, pergunto, se é assim por que Paulo repreendeu Pedro?

"11 Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe na cara, porque era repreensível.
12 Pois antes de chegarem alguns da parte de Tiago, ele comia com os gentios; mas quando eles chegaram, se foi retirando e se apartava deles, temendo os que eram da circuncisão.
13 E os outros judeus também dissimularam com ele, de modo que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação.
14 Mas, quando vi que não andavam retamente conforme a verdade do evangelho, disse a Cefas perante todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como os judeus, como é que obrigas os gentios a viverem como judeus?" Gl 2:11-14

Devemos aprender a nos misturar sem nos contaminar.
Abraços.
MIRIAN DIAS disse…
A VERDADE E QUE DEVEMOS CONTINUAR OS MESMOS,COMO TRAZER PESSOAS PARA CRISTO MOSTRANDO COMO CRISTO AGE.SE AGIMOS COMO ELES.ENTÃO NÃO HAVERÁ DIFERENÇA ENTRE NÓS E OS OUTROS. UNINDO NOS COM ELES SOMOS IGUAIS A ELES E NÃO E ISSO QUE QUEREMOS DEMONSTRAR
TEMOS QUE SER DIFERENTES.CRISTÃOS NÃO CRISTÃOS QUE TRAZEM AS MUSICAS DO MUNDO TRANSFORMADAS EM INOS PARA AGRADAR OS DE FORA DA IGREJA.
MIRIAN DIAS disse…
A VERDADE E QUE DEVEMOS CONTINUAR OS MESMOS,COMO TRAZER PESSOAS PARA CRISTO MOSTRANDO COMO CRISTO AGE.SE AGIMOS COMO ELES.ENTÃO NÃO HAVERÁ DIFERENÇA ENTRE NÓS E OS OUTROS. UNINDO NOS COM ELES SOMOS IGUAIS A ELES E NÃO E ISSO QUE QUEREMOS DEMONSTRAR
TEMOS QUE SER DIFERENTES.CRISTÃOS NÃO CRISTÃOS QUE TRAZEM AS MUSICAS DO MUNDO TRANSFORMADAS EM INOS PARA AGRADAR OS DE FORA DA IGREJA.
joêzer disse…
Anderson, Deus não muda, diz a Bíblia. Mas a música muda. A música que você acha santa e apropriada hoje, não seria apropriada para Moisés, Paulo, Lutero ou mesmo os pioneiros da sua igreja.
Você já ouviu a música celestial para saber como deve ser.
Você já ouviu a música dos cantores descritos na matéria? Já conversou com eles? Já orou por eles?
Por que você acredita que esses músicos não entregaram toda sua vida a Deus, como eles dizem que fizeram? Será que seu trabalho deve ser desqualificado por que eles falam do amor e da mensagem de Deus, porém com os estilos musicais que você não aprecia?

Não estou dizendo que tudo é válido, que todo estilo musical é apropriado.

No meu texto escrevi que uma dos problemas que se está vivenciando hoje é o pragmatismo, o vale-tudo para atrair pessoas. Então, concordo como você que nem sempre os fins justificam os meios. Há excessos nesse processo de evangelização? Sim, ninguém nega.

Você perguntou: Não há nada de errado no ritmo e nas letras das canções gospels de hoje em dia, e que estão invadindo a IASD como há muito foi profetizado que aconteceria justo antes do fechamento da porta da graça?

Foi profetizado que o ritmo e as letras das canções gospel iriam invadir a IASD? você deve estar se referindo ao famoso trecho de EGW sobre Indiana etc. Sua interpretação não está bem correta. Os hinários usados na campal de Indiana eram os mesmos dos cultos tradicionais do adventismo: Hymns and Tunes e o Garden of Spices. EGW criticou não a música de Indiana, mas a forma e o propósito para o qual estava sendo usada: o perfeccionismo da carne santa. Ela voltaria a criticar esse propósito anos depois, se mencionar a música ou seu culto, mas reforçando sua advertência contra as ideias perfeccionistas de fanáticos do movimento, já que era em torno disso que girava seu culto ruidoso (Veja em Manuscrito 39, 1907; Evangelismo, p. 595).

Aliás, sua igreja tem sido bastante eficiente em não dar estímulo a esses movimentos perfeccionistas. Não há bandas de rock adventista no Brasil, nem cantores de rap, nem de funk, nem de pagode ou de sertanejo gospel no adventismo.
Me parece que sua igreja tem, de alguma forma, filtrado e ajustado as influências externas inevitáveis (afinal, os adventistas não são os amish, que se isolaram do mundo). Tenho alunos evangélicos que elogiam muito a música dos adventistas. Eles são alunos do curso superior de música, e elogiam as letras, os arranjos, a técnica, a forma de de cantar. Percebo que há mais crítica vinda dos próprios adventistas para a música que fazem tão bem.

Ritmos e letras de outras denominações sempre fizeram parte da música adventista. Dê uma olhada no seu hinário. Os Arautos sempre cantaram música do quarteto Gaither Vocal Band. Isso está errado também?

Há músicos adventistas que fazem música. E percebi na pesquisa que há algumas maneiras distintas de os adventistas fazerem música. Quase sempre, os principais músicos da igreja filtraram influências e estilos para que se ajustassem ao adventismo. Mas isso você pode ler online. Se puder, leia a tese "A mensagem na música", de Joêzer Mendonça. Digite no google.

Também escrevi um livro sobre o gospel nacional. Se puder ler também, seria esclarecedor sobre alguns pontos sobre as diferenças bem audíveis que há entre o gospel nacional e o que fazem esses cantores descritos na reportagem.
Obrigado pela leitura e pelo comentário.
joêzer disse…
Miriam, de fato, o modo como a igreja utiliza a música continua a mesma. Por exemplo, os primeiros hinários editados pelos pioneiros da igreja, usavam ritmos e músicas de outras igrejas. tinha até música secular que virou hino (Swannee River virou "Saudade").
Nas campanhas evangelísticas dos anos 1920-1950, os americanos também usavam músicas de outras igrejas cristãs. O quarteto Arautos do Rei gravou músicas de compositores não adventistas. Os Arrais usam um tipo de folk music lento e meditativo, com letras teologicamente rebuscadas. Isso tem chamado atenção de outros cristãos que procuram músicas que sejam forte teologicamente e poeticamente e que reforcem sua fé em Deus em um mundo conturbado. Isso deveria ser motivo de louvor e não de críticas.

A função dos cristãos não é atrair as pessoas a sua igreja, mas a Cristo. A comunhão, o estudo e outros fatores é que vão levá-lo a esta ou aquela igreja. As demais igrejas cristãs são agências de salvação também. O modo como alguns desses músicos estão trabalhando tem ajudado muitos jovens evangélicos. Entre no site desses cantores e veja os relatos, os testemunhos.
obrigado pela leitura e comentário.
Anderson F. disse…
Joêzer,

Não me referi aos cantores ou suas canções, me referi à mudança na música sacra como forma de atrair os de fora para dentro, pervertendo o que há dentro para se adaptar ao de fora, quando deveria ser a santificação do que há fora para que esteja dentro.
Se a música muda, sim muda, mas os princípios não. E isso podemos aplicar a qualquer área, inclusive à saúde. Há ritmos que foram criados para adoração a satanás (o Rock, por exemplo), então como isso agradaria a Deus? Misturar a verdade e a mentira é o veneno mortífero de satanás.
E isso ele faz hoje nas igrejas, porque infelizmente o povo tem colocado seus próprios gostos e costumes acima do que Deus acha certo e pede a nós. Pessoas não convertidas sendo batizadas por causa de número!
O fato de Leonardo Gonçalves estar no top do gosto popular gospel deveria ser para ele um sinal de alerta. Nunca vi na Bíblia a "grande maioria" gostar do que é santo.
Conheço parte da sua obra, e como a maioria dos músicos da IASD há o que é bom e o que não é.
Sabendo que o joio se mistura com o trigo e que nós devemos "julgar todas as coisas e reter o que é bom" então não podemos apenas aceitar que um cantor, por fazer sucesso, é do agrado de Deus.
Sobre o estilo musical, o evento de Indiana, da mesma forma que me sugeriu outros estudos, sugiro-lhe este:
https://youtu.be/LOLyElhWBE0
https://youtu.be/4Q9FmvkspMQ

E que Deus te abençoe.
Abraço,
erivaldo disse…
Meu irmão Joêzer,
a defesa do erro é uma tarefa inglória.
As sutilezas argumentativas, as comparações completamente descabidas não servem de modo algum para justificar o equívoco manifesto desse sincretismo inaceitável aos olhos do Céu.
A tipologia de Israel às margens da terra prometida amolda-se perfeitamente:
" Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas.
2 Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas.
3 Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do SENHOR se acendeu contra Israel." Números 25:1-3.
Que o Senhor tenha misericórdia de todos nós.
Erivaldo.
Fantástica análise, amigo Joezer. Há muito tempo tenho sentido falta desta lucidez e coerência, especialmente, na minha iasd. Deus abençoe a todos nós.
Anônimo disse…
Falta é conversão para parar de aplaudir fogo estranho.
joêzer disse…
anderson,
vejo que, ao contrário do que você diz, os Arrais e o Leonardo Gonçalves não estão pervertendo o que é "de dentro". A expressão "de dentro" quer dizer as doutrinas da igreja e o modo de fazer música tipicamente adventista? Bem, quanto às doutrinas, pode ficar sossegado. As letras deles não pervertem as doutrinas. Aliás, as proclamam em várias de suas canções. Se for o modo adventista de fazer música, expliquei acima à leitora Miriam que a prática musical adventista tem se baseado ao longo de sua bonita história em um processo de triagem de elementos musicais e performáticos de outras igrejas para adaptá-los a sua forma de fazer música sacra. Nem sempre isso será perfeito, claro. mas penso que o trabalho musical desses três músicos tem partido desse pressuposto e não tem envergonhado o evangelho nem a doutrina nem a prática histórica da música adventista.

pelo que entendo de música, eles também não estão fazendo rock, pelo menos não acepção clássica do gênero. os Arrais apresentam folk music, parente da country music, estilo que é característico de muitos hinos do hinário adventista e do estilo dos arautos do Rei. e se os outros músicos não podem fazer rock, mesmo que seja gospel, por que o rock não foi criado para a adoração a Deus, então não se pode usar a country music, nem a marcha militar (de "vamos dar a mensagem ao mundo", "vencendo vem jesus" etc), valsa ("tal qual estou", sob suas asas), música de origem clássica (jubilosos te adoramos, grandes coisa mui gloriosas), popular (saudade, há um país). a seleção de estilos e músicas não é fácil mesmo. mas apesar de equívocos que podem existir aqui e ali, ainda entendo que o modo de trabalho musical da sua igreja é diferente e que a maioria de seus expoentes musicais, embora sejam criticados por alguns setores internos, também são razão de elogio.

foi por admirar essa prática musical distinta e por querer entender essa história e essa teologia expressada na música que me interessei em pesquisar a música adventista no meu doutorado. dessa pesquisa resultou a tese "a mensagem na música", que você pode buscar no google e fazer o download gratuito.

pena que saímos do contexto do meu texto sobre a reportagem da revista, que ora veja, foi elogiosa para com a música de uma igreja muitas vezes marginalizada por causa de algumas de suas crenças particulares, mas cuja música tem granjeado admiração e curiosidade em saber melhor quem são esses adventistas.
abraço.
Anderson F. disse…
Joêzer,
Não quero que isso se torne uma discussão sem fim. Cada um é livre para achar o que bem quiser. Você, pelo visto, nem conhece bem a IASD ou não é membro desta, certo? Então debater contigo a respeito de como Deus orientou Sua igreja sobre este tema, através da Bíblia e do Espírito de Profecia torna-se improdutivo. Não conheces muito do conteúdo deste último e eu estou me baseando neste para dizer o que disse.

"A expressão "de dentro" quer dizer as doutrinas da igreja e o modo de fazer música tipicamente adventista?"
Há orientação sobre como a música da IASD deve ser, algo semelhante ao que há no céu. Eu não estive lá mas em visões e sonhos EGW esteve, e ela disse, entre outras coisas que a música não tem ter elementos que tirem do indivíduo a capacidade de receber atuação do Espírito Santo, tais como variações sonoras grandes, volumes estridentes, vocalista que usa uma nota por muito tempo como em concertos de ópera, instrumentos que causem algum tipo de distúrbio emocional, como baterias, guitarras (em alguns casos), coisas semelhantes.
O louvou a Deus deve ser cantado por todos, de preferência, ou seja, que possa ser cantado pela congregação inteira.
Que seja harmonioso, suave a ponto de não assustar os pássaros.
Que use instrumentos que não provoquem em nós motivação de dançar (louvar não é dançar).

E bom, você sabe que os instrumentos musicais e a música em si tem poder. Tanto que já publicou artigo aqui sobre a influência dos diversos estilos musicais e a incidência em alguns determinados tipos de morte. Ora, se há influência, tu vê como podes a mistura também ser maligna? Ou vais dizer que por causa de uma letra (nem tanto) sacra a pessoa não seja influenciada negativamente?
Não estou dizendo que necessariamente há canções que tenham ritmos integralmente mundanos, estou novamente a me referir ao grau de contaminação, que há, em diversas músicas cantadas por cantores ditos cristãos. Leonardo Gonçalves, por exemplo, usa tons alongados, voz estridente (nenhum normal consegue imitar - exaltação do próprio eu), elementos de bateria nas músicas. Certamente ele é um dos cantores que estão fazendo rock, pop, jaz, etc, mesmo que não seja a "acepção clássica do gênero".

Quanto ao hinário adventista, está mais dentro das normas, o que é normal visto que foi escrito há muito tempo. Não foi criado na era dos ritmos mundanos.
Os arautos do Rei também tem procurado manter o estilo musical mas já passaram do ponto e alguns "berram" ao microfone.
E não confunda quando disse que o ritmo foi criado para adoração a satanás com qualquer outro ritmo que não teve essa finalidade explícita. Cada caso é um caso.

Abraço,
Natan RW disse…
Enquanto uns preocupam-se em criticar sem fazer nada, tornando nossas igrejas um museu do século XIX onde não se come com publicanos e pecadores... Apenas quero deixar meus parabéns ao texto, e a o Joêzer. Musica sempre mexe com o gosto das pessoas e isso as excita até para a Briga, Esses conflitos culturais vem desde Paulo e o véu na igreja de corinto. Mas espero assim como o apostolo que Cristo seja Glorificado acima de tudo, principalmente dos nossos preconceitos... se até o Rei da babilônia foi usado para glorificar a Deus... quem sou eu para limitar ele e sua forma de agir
Anderson F. disse…
Natan,
Ninguém está limitando a forma de Deus agir, a não ser que tu não ache EGW profetisa do Senhor. Pois se acha então estude pois foi o próprio Deus quem ditou as regras para a adoração cristã através dela, assim como ditou os 10 mandamentos através de Moisés.

Bom, apenas para reflexão e conhecimento.
Deus transmitiu através de EGW que nos últimos dias deveríamos nos afastar da dieta carnívora. Isso escreveu há mais de 100 anos, hoje a OMS diz a mesma coisa. Quantas pessoas, inclusive adventistas morreram pelo câncer provocado pelo consumo de carne que poderiam estar vivas se apenas seguissem o conselho do Senhor?
Pois eu não entendo como alguém quer ser adventista sem crer que Deus falou através de EGW e crer e praticar as coisas lá escritas, como se ser "membro" fosse salvar essas pessoas, que mentem a Deus dizendo algo no voto batismal que não cumprem.
Pois se qualquer música fosse aceitável a Deus, Ele não se importaria em escrever sobre o tema. Estudem...

Abraços,
Anderson.
joêzer disse…
Não é sobre assustar os pássaros que EGW fala, mas sobre o cantar suave e doce como o dos pássaros. e isso estava relacionado a um contexto em que uma congregação em que ela estava cantava desafinado demais e fora do tempo. isso era uma situação muito comum no século 19, pois as pessoas não tinham hinários disponíveis, quase não se usavam instrumentos de acompanhamento, não havia regente e o resultado era um hino em que cada um cantava no seu próprio tom (um em dó maior, outro em mi maior, e assim por diante), fazia no seu próprio tempo (uns mais rápido, outros mais lentos). era uma confusão.

anderson, caso você queira continuar nossa conversa, pode escrever para joezer.7@gmail.com. ou deixe seu e.mail aqui que escrevo para você. terei prazer em conhecer melhor seus pontos de vista e esclarecer minha pesquisa. um abraço.
Anderson disse…
Interessante o Anderson F afirmar que o Joêzer não conhece a IASD ou que o mesmo não seja membro dela. Com todo o respeito caro xará...não querendo ser advogado do Joêzer...mas o mesmo possui um rico material sobre o tema "música"...onde até tem sido publicado pela revista adventista. Creio que o problema está na sua visão sobre textos de EGW referente a música que não está de acordo com os argumentos apresentados pelo Joêzer e vários outros especialistas da IASD. Lhe recomendo o site: www.adoracaoadventista.com

O amigo cita Stephen Bohr que é um critico da ordenação feminina, perfeccionista e defende a teoria da última geração sem pecado antes da segunda vinda. Bohr não é equilibrado quando se atreve dizer algo sobre a música na igreja. Sempre cai no mesmo extremo que os liberais. Sem falar que ele não é nenhuma autoridade no assunto.

Abraços
Anderson Rodrigues
Anderson disse…
Anderson F...abandonar a carne é um processo lento para alguns. Meu amigo...EGW quando recebeu a primeira visão sobre reforma de saúde em 1848...comia muita carne e até carne de porco. Em 1863 recebeu outra visão completa sobre a reforma de saúde e mesmo assim ainda comia carne...porém em menos quantidade. Na vida de EGW se percebe que ela demorou anos para abandonar a carne vermelha. Poucos anos antes de morrer já não comia mais carne vermelha...mas comia carne de peixe algumas vezes. Por mais que ela reconhecesse que o vegetarianismo era um estilo bom para a saúde...a mesma não foi vegetariana. Ela se enquadra no que chamamos de flexitarianismo. Eu acho ridículo essa mania de alguns adventistas criticando seus irmãos que ainda comem carne. Amigão, não é a carne que mudará o nosso caráter. Por mais que a carne não seja um alimento excelente para o bem estar...não é ela que nós levará a uma perfeição do caráter de Cristo. Como bem disse certa vez o Dr. George Knigth..."existem adventistas vegetarianos que são mais cruéis que o próprio diabo.

EGW precisa ser estudada corretamente pelos adventistas. Os textos de EGW precisam de uma exegese séria...o que infelizmente não está ocorrendo entre a maioria dos leitores da denominação.
Anderson F. disse…
Anderson Rodrigues,

Esta discussão sobre Esteban Bohr e sobre EGW e a carne foge do escopo do que foi inicialmente exposto na publicação e não vou me delongar nisso.
Sobre EGW e a carne, eu só citei o caso para exemplificar a sua autoridade como profetisa do Senhor, até porque o amigo Joêzer pode não conhecer sua obra. Não fiz isso para criticar quem come carne, sei que isso, como toda santificação costuma variar o tempo de pessoa para pessoa.
Como todas as coisas Deus deixou Seus conselhos, siga quem quiser. Existem consequências para o desprezo da Sua palavra, é isso que quis destacar.
Anônimo disse…
Falar que o Joezer não conhece a IASD... hahaha... O cara escreve pra Revista Adventista, é doutor em Música, como que ele não conhece Ellen White, Anderson F.? haha
Anderson F. disse…
Anônimo,
Seja quem for, amigo, quer se basear na liderança humana da igreja ou na Palavra de Deus e na atuação do Espírito Santo em ti?
Está estudando a lição da ES? Será que foi proveitoso ao povo basear-se no que ensinavam os reis ou liderança eclesiástica?
Por que eu tenho que acreditar no que dizem os que editam a revista adventista? Será que são infalíveis os que lá escrevem? Eles têm o "Assim diz o Senhor" sobre o assunto?

Quanto ao Joêzer, peço desculpas a ele pela minha ignorância. Eu não conhecia ele mesmo e me baseei pela forma como falou comigo inicialmente dizendo "não seria apropriada para Moisés, Paulo, Lutero ou mesmo os pioneiros da sua igreja.", logo o enxerguei como alguém interessado na música adventista apenas e mesmo assim considerei como uma possibilidade que ele não conhecesse.

Anônimo disse…
0 problema, meu caro, Anderson F. é que nem Deus, nem White, condena a música que praticamos atualmente na IASD. Isso é interpretação equivocada dos textos inspirados. Não tem "assim diz o Senhor", tem sim "assim eu interpreto e digo q foi o Senhor q disse". Nao vou entrar em debate com vc pq é perda de tempo. Recomendo a leitura também dos textos do site http://www.adventismohoje.com/2015/01/ellen-white-e-musica.html

la vc vai aprender que não existe só a sua forma de interpretar o que White escreveu sobre música. O buraco é beem mais embaixo.
Anônimo disse…
Primeiramente é necessário compreender o que é Gospel. Gospel(God+Spell) significa Expor Deus para fora e foi criado pelos negros americanos. O Rock só existe por causa do Gospel, pois foi criado pelos negros para ser uma das bases do Gospel assim como o Blues e o Jazz, mas conseguiram roubar o Rock do universo dos negros americanos e o perverteram, depois os negros americanos criaram o Soul como resposta ao roubo do Rock de seu universo. Muitas igrejas tradicionais condenavam o Gospel por puro Racismo.Algumas chegaram a pedir perdão por esta atitude. Música muda, pessoas mudam, mas Cristo e Sua Palavra não mudam. Só há uma maneira de se chegar a Deus e é através de Jesus Cristo.

Precisamos tomar cuidado com conceitos equivocados a respeito do Evangelho de Jesus Cristo: não existe amor sem justiça, nem liberdade sem responsabilidade e nem conversão sem arrependimento. Só é filho de Deus e irmão em Cristo aquele que confessar Jesus como Senhor e Salvador. Hoje vivemos numa era em que muitos crentes querem ouvir "Deus é amor", mas não aceitam ouvir "Deus é justiça"; muitos dizem: "Ninguém pode julgar, só Deus", sendo que o Julgar que o Senhor Jesus condena em Mateus 7:1 é o falar de alguém com maldade e sem misericórdia.

Muitos querem que a igreja evangélica faça parte do "politicamente correto", mas não podemos agir assim. A porta que conduz à salvação é estreita, e por isso temos que tomar cuidado para que a nossa fé não se torne mera formalidade religiosa e abrace o politicamente correto do mundo.

Leiam e reflitam este artigo do Bispo evangélico inglês John Charles Ryle (1816-1900) intitulado Tipos inúteis de fé: http://www.assbetel.com.br/index.php?betel=est_mais&id=97
Larissa Dourado disse…
Anderson vc está de parabéns por deixar Deus te usar para defender a verdade pura adventista. Muito bom mesmo. A apostasia está entrando forte na igreja e não é pq a liderança aprova que devemos concordar e abaixada cabeça. Temos um grupo no WhatsApp sobre eventos finais, e procuramos viver a verdade presente gostaria que participasse conosco meu e-mail é larissa.dourados1@gmail.com seria muito bom ter a sua contribuição lá.
Isa disse…
Nos aproximando do fim deste mundo precisamos ter mais discernimento espiritual do que nunca. quanto a música:
Se não nos elevou a música, se não nos fez pensar nas coisas de cima e esquecer desse mundo, então não a ouça.
Se te fez ficar mais perto do Senhor, muito bem, essa é a finalidade de qualquer adoração.
O discernimento deve ser individual e que reflete sinceramente o que o Senhor falou ao meu coração. Isso encerra muitas discussões.
Deus abençoe seu ministério irmão Joêzer. E digo irmão, pois aqui senti em você o espírito equilibrado e manso do Senhor. Esse é o espírito dEle.
joêzer disse…
isa,
ler as palavras tão gentis que você escreveu me comoveram e me animam a prosseguir estudando e buscando esclarecer os assuntos tendo como fundamento Aquele que inspira e clareia as mentes.
muito obrigado.
juliano disse…
Tudo posso naquele que me fortalece? Essas novas músicas, vazias com letra de pagode "sua mulher te deixou, empresa faliu", o Pop, o rock, o black na igreja vem de uma cultura africana onde mais satanás se aproveita, parece não ter limite, pode tudo, não sei se pelo dinheiro envolvido ou só ficar famoso "imitando" artistas seculares em nome de Deus, parece mais ameno. Na revista Adventista de uns anos atrás tinha uma entrevista de um dos maiores compositores Adventistas e ele disse que uma de suas principais influências era Chico Buarque de Holanda, um ateu. Esse cantor Adventista casou com uma pessoa de outra denominação, não consegue nem pregar pros de casa, imaginem pros de fora. Fora tudo isso eles tornam deuses e onde estão estão seu fã clube e eles não vão salvar ninguém, só Cristo salva.
Não podemos nos esquecer de quem era o regente no céu, ele sabe o que fazer com as músicas.
Com certeza Deus tem poder sobre todas as coisas, mas o livre arbítrio está para cada um escolher de que lado vai estar.
Com todos os jovens adventistas que tenho debatido sobre esse assunto que gostam desse tipo de música, ouvem músicas seculares e em seus Smartphones, tablets, ipods etc. tem os dois tipos que eles escutam de maneira aleatória, sem se preocupar qual é a próxima.
Ellen White fala que jovem iriam fazer nos fins dos tempos como o que tinha acontecido em San Diego.
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joêzer disse…
oi, Michelle. Você pode adquirir o livro "Música e Religião na era do pop" nas livrarias Saraiva e Cultura, tanto na loja física quanto pelo site dessas livrarias.
Obrigado pelo interesse.
Joêser, mesmo sem te conhecer senti em vc o espirito de sabedoria, mansidão, e principalmente amor em suas palavras, e com certeza irei ler seu livro e gostaria muito de conversar(se possível) um dia com vc. Este é um tema o qual o meu coração tem despertado para buscar mais a respeito..Sou cristã, não sou adventista, amo muito musica, minha casa toda tem esse ministério.
Ao despertar pra esse fato e buscar me aprofundar, pelo pouco que busquei, de cara me interessei bastante pela musica adventista(a qual amo muito) e a qual só me fez admirar muito esta igreja mesmo (sem concordar ou seguir com a mesma visão deles) enfim, pessoalmente acho que a qualidade dos músicos adventistas são incontestáveis e disparado possuem alguns dos melhores músicos do meio gospel sem duvida.
E com certeza irei ler seu livro e tenho muito interesse em me ater mais profundamente ao sentido da verdadeira mensagem que a musica cristã traz ou em regra devia trazer(claro não me atendo a busca de uma regra musical gospel, pois o Espirito do Senhor nos chamou para liberdade), pois creio que independente do estilo musical se rock, folk, etc, o Senhor não se importa com o estilo da musica, mais sim com o que esta é diante dele, e também porque gosto de musicas diferentes, fora do dito normal, porem me importo mais ainda com a letra e a mensagem desta....
Deus abençoe, paz;)
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