Escrevi sobre os hits da moda e houve aqui e ali certo queixume. Entendeu-se que o estilo musical mencionado é inapelável e intrinsecamente ruim. Porém, quando escrevi sobre a mistura de pagode com reggae não quis dizer que esse casamento está em jugo desigual, tipo casamento de celebridades – no tocante à duração são semelhantes (ok, você venceu, esses hits duram mais tempo que casamentos de celebridades). Mas nunca diria que um estilo musical pode nascer de uma fonte de água tão amarga que não dê pra fazer um Tang que seja. Quando Armandinho e congêneres dizem tocar reggae, eu saco do bolso meu sal-de-frutas. Esse pseudo-reggae nada tem a ver com o reggae de Bob Marley nem mesmo com o estilo regueiro da Tribo de Jah. O que andam fazendo é misturar as indigentes melodias e as letras neuro-vegetativas do pagode mauricinho com a batida característica do reggae. Na virada do século XIX para o XX, pagode era como se chamava um baile pré-carnavalesco surgido num Rio de Janeiro onde as roda...
Música, mídia, cultura.