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Mostrando postagens que correspondem à pesquisa por os hits e os invasores de ouvidos

Os hits e os invasores de ouvidos – parte 2

Escrevi sobre os hits da moda e houve aqui e ali certo queixume. Entendeu-se que o estilo musical mencionado é inapelável e intrinsecamente ruim. Porém, quando escrevi sobre a mistura de pagode com reggae não quis dizer que esse casamento está em jugo desigual, tipo casamento de celebridades – no tocante à duração são semelhantes (ok, você venceu, esses hits duram mais tempo que casamentos de celebridades). Mas nunca diria que um estilo musical pode nascer de uma fonte de água tão amarga que não dê pra fazer um Tang que seja. Quando Armandinho e congêneres dizem tocar reggae, eu saco do bolso meu sal-de-frutas. Esse pseudo-reggae nada tem a ver com o reggae de Bob Marley nem mesmo com o estilo regueiro da Tribo de Jah. O que andam fazendo é misturar as indigentes melodias e as letras neuro-vegetativas do pagode mauricinho com a batida característica do reggae. Na virada do século XIX para o XX, pagode era como se chamava um baile pré-carnavalesco surgido num Rio de Janeiro onde as roda...

Os hits e os invasores de ouvidos

Certo indivíduo trabalha 8 horas por dia, gasta mais duas (ou três, depende da velocidade e da distância) no deslocamento casa-trabalho-casa, faz suas refeições, abluções e higiene pessoal. Claro que no trabalho sempre sobram cinco minutinhos para passar 3 horas pendurado no MSN, mas isso já é caso para o RH de sua empresa. O que interessa é que durante o dia ele já escutou muita música, principalmente o último refrão axé-forró-funk da moda. Em casos passíveis de cura, essa escuta foi involuntária, já que seu espaço sonoro foi invadido por seres humanóides de voz eletronificada, cabelos tingidos e uniformes de paquita – se você não notou qualquer semelhança com Joelma do Calypso e congêneres, então você já foi abduzido. Se ainda não foi vítima dos invasores de ouvidos, você pode reconhecer alguns sinais desses alienígenas. Por exemplo, eles se comunicam muito por vogais, tipo “aê, aê, aê”, “eô, eô” e costumam obedecer cegamente a uma voz de comando mil vezes repetida em suas assembléia...

Intolerância musical

Por ouvir rap alto demais, homem é condenado a escutar música clássica Uma punição estranha para um homem condenado por ouvir rap alto demais em seu carro. Uma juíza do condado de Champaign, em Ohio, determinou que o acusado, multado em US$ 150, poderia se livrar de parte substancial da multa caso aceite passar 20 horas ouvindo música clássica. Andrew Vactor foi condenado por perturbar a tranquilidade na cidade de Urbana ao andar, em julho, com as janelas de seu carro abertas e o som do carro tocando rap no último volume. Caso tivesse aceito a proposta da juíza, ele precisaria pagar apenas US$ 35 de multa. Vactor, no entanto, não aguentou ficar 15 minutos ouvindo Bach, Beethoven e Chopin. Segundo ele, a música não era o problema. “Não tinha tempo para ficar cumprindo a pena. Decidi apenas pagar a multa” , afirmou. Vactor, 24 anos, afirmou que no dia proposto pelo juiz para a sessão de música clássica, ele teria que treinar basquete com sua equipe na universidade. A juíza Susan Fornof-L...