30 julho, 2014

os Arautos do Rei e o segredo da relevância


Os Arautos do Rei são um quarteto vocal masculino que está em atividade há mais de 50 anos. Como um grupo consegue por meio século sem perder a força e a relevância?

Me atrevo a dizer que há, pelo menos, duas explicações plausíveis para a bem-sucedida longevidade do quarteto: a manutenção da ética da missão cristã e a capacidade de atualização da estética da música cristã.

No caso dos Arautos do Rei, essas características tem sido interdependentes. Isto é, as inovações musicais têm auxiliado o quarteto a se reposicionar culturalmente em meio à passagem das gerações. Com isso, ele mantém a relevância de sua mensagem teológica e o sentido de sua missão evangelizadora.

Alguns creem que o texto sagrado e imutável deve ser cantado com melodias compostas em algum passado distante. Para estes, é como se o tempo, e não a atitude de adoração e a prática do louvor, consagrasse a música.

Ora, a passagem do tempo nos dá uma falsa perspectiva a respeito de coisas e eventos. Dessa noção enganosa deriva a ideia de que somente as músicas compostas no passado, ou semelhantes ao estilo do passado, são sacras. Quem pensa assim esquece ou ignora que as tais músicas do passado um dia foram “contemporâneas” e, antes de enfrentar o teste do tempo, encararam o teste do zelo e da tradição.


Um exemplo: a canção “Hei de Estar na Alvorada”, que hoje soa tradicionalíssima, foi apresentada com certo receio pelo quarteto ao seu orador, Roberto Rabello. A música parecia “moderna” demais para o espírito cultural protestante conservador de 40 anos atrás.

Outro exemplo: as inovações propostas pelo maestro Jader Santos no final dos anos 1990 tinham o objetivo de manter o quarteto relevante junto à geração jovem que se expandira no meio cristão brasileiro. Hoje ninguém tem dúvidas de que a renovação etária dos componentes do quarteto realizada a partir do CD “Se Ele Não For o Primeiro” propiciou a renovação do seu público.


Alguns dirão que isso pode ter sido uma jogada de marketing a fim de encontrar outro nicho de mercado. Bem, da lógica do capital nenhum cristão está mais ileso. Entretanto, por outro lado, aquela renovação musical e etária atraiu a juventude para a audição da tradicional densidade teológica dos Arautos. A renovação do timbre vocal e instrumental diminuiu o fosso geracional de apreciadores do quarteto.

(Ressalto que a renovação também se deu em termos étnicos, visto que, além de cantores mais jovens, agora havia integrantes negros, os quais, além de musicalmente bastante habilidosos, deram ao quarteto uma configuração mais próxima ao quadro étnico das igrejas no Brasil).

Se o quarteto chegou aos 50 anos com um corpinho de 25, se os Arautos do Rei conseguem reunir em seus concertos públicos mais de duas gerações, é porque eles têm sido bem sucedidos na conservação da relevância teológica e musical em meio às rápidas mudanças culturais e artísticas.

Desse modo, a trajetória dos Arautos do Rei superou a perda de relevância e contraria o inevitável engessamento musical que decorreria do apego ao tradicionalismo cultural.

Recentemente, o quarteto lançou o videoclipe “Tenho Paz”. Nele, os integrantes andam num jipe por uma estrada e falam de paz com Deus e com os semelhantes. O acompanhamento é feito com um ukelele e a canção lembra as canções tranquilas do cantor pop Jack Johnson. Parece que isso tem sido suficiente para a instalação da controvérsia. 

Os críticos, quase sempre cultores do “estilo” dos antigos Arautos, já estão dizendo que o quarteto está se mundanizando, que a canção é um reggae (!), que os Arautos não são mais de Jesus...

Mais uma vez os críticos esquecem ou ignoram a história do quarteto, de suas inovações, todas elas empreendidas com moderação. Omitem, ainda, o fato de que essa é apenas uma dentro do repertório de músicas de andamento lento e reflexivo. Além disso, a beligerância dos opositores das inovações musicais solapa exatamente a característica de êxito cultural e espiritual dos Arautos: a capacidade de autoajuste que o mantém relevante musical e teologicamente para novas gerações.

Voltando à pergunta “como os Arautos conseguem se manter relevantes há mais de 50 anos?”, talvez a resposta esteja num ponto transcendental. Por que, como explicar que, numa mesma família, pais, filhos e netos gostem dos Arautos, ainda que apreciem músicas compostas em épocas distintas?

Arrisco a dizer que essa característica de inovação estética conjugada à manutenção da ética missiológica (ou missionária) pode conservar não apenas a credibilidade do quarteto, mas também o sentido e a preciosidade de sua mensagem por muito tempo ainda.

Isso não é uma profecia minha. Digo isso fundamentado na trajetória conhecida, e às vezes oportunamente ignorada, de um grupo musical que tem cativado tantas pessoas por tanto tempo.




36 comentários:

Ezequiel Gomes disse...

Pertinente reflexão! ao ponto...
Só não entende quem "não quer"...
Abração!

Anderson Höfelmann disse...

Excelente! Explica mesmo a longevidade desse grupo.

Allan Carlos Nolli disse...

Não sou adventista, e considero sábias as palavras acima descritas. Conheço o quarteto há alguns anos, desde a penúltima formação. Mas posso dizer o quão importante tem sido em minha vida o louvor e a mensagem deixada pelos mesmos, e claro, com o auxílio do Espírito Santo! Apesar de não ter conhecido pessoalmente, não ter acompanhado um culto com Eles (ainda), já me considero outra pessoa (como cantor principalmente). Em geral, também, pelos belos estudos que a Novo Tempo (Igreja Adventista) tem nos proporcionado. Que Deus continue acompanhando esse grupo, e a todos os ministérios que "essa Igreja" promove, e continue mudando muitas vidas.

claudio disse...

ser relevante é usar de simplicidade, como DEUS

claudio disse...

o Espírito de Profecia revela como será conduzida a música no últimos dias e como trará à ruína muitos jovens...cabe a nós buscarmos esse conhecimento para podermos distinguir o certo do errado... o livro ME vol. II trás a nós uma profecia pros últimos dias onde a música está inserida, por que não buscamos conhecer? " a doutrina da carne santa".será que estamos negligenciando a voz do espírito e buscando nosso bem próprio? ou satisfação´própria?

Jônathas Sant'Ana disse...

Ser relevante como Deus é, principalmente na pregação do evangelho, é saber ser um bom comunicador.
Deus, através dos profetas, patriarcas, visões, livros da Bíblia, profecias e do próprio Jesus sempre demonstrou que para cada ocasião, época, público e propósito existe uma forma diferente e efetiva de passar uma mensagem.
Quando Elias procurou Deus nas manifestações apoteóticas, ele se mostrou através do vento suave, quando o povo de Israel precisou de uma posição mais firme, ele se manifestou através dos trovões e relâmpagos. Como disse o Pregador em Eclesiastes há tempo pra tudo.
A simplicidade tem seu lugar, assim como a complexidade também. Cada coisa em seu lugar, cada estilo ao seu tempo e cada maneira de falar ao seu público.
Deus, Jesus, os profetas (incluindo Ellen White) utilizaram-se desse recurso. Por quê seria diferente com a música?

Marla Lüdkte disse...

Cara, te admiro demais! Quando eu crescer quero escrever como vc...rs Admiro sua capacidade de conciliar e articular equilibradamente conceitos musicais, históricos, sociológicos, culturais e teológicos. Continue nos brindando com sua intelectualidade aguçada e inspirada. Abraço.

Jânio disse...

A verdade é uma só:
Toda vez que mundanizamos algum estilo musical, tornamos a música cristã um pouco mais pobre. Um dos nossos chamados coletivos é Divulgar as Boas Novas ao mundo. Para isso, usamos as armas que temos. Se tentarmos levar a Verdade de Paz num estilo musical que agrada somente os já agregados, não conquistaremos mais ninguém pro Reino.
Achei uma canção muito boa, bem executada (claro!) e sim, bastante comercial. Ainda bem! Pois isso é que financia mais canções como essa ou até melhores que estão por vir.

Anônimo disse...

A música é chata de se ouvir pra quem não gosta de reggae. e EU NÃO ESTOU FALANDO DE SANTIFICAR UMA MÚSICA!

Meu 'senão' é que o discurso de "atualização pela relevância" é sempre o mesmo e leva sempre às mesmas consequências.

Nossa busca pela relevância deve ser pelo CONTEÚDO DA MENSAGEM e não por oferecer MAIS DO MESMO a uma cultura já saturada de si própria.

Se a obra dos AR cheira a novidade e atualização para nós, não é nada disso para quem está 'de fora'; é mais do mesmo de sempre. Portanto esse discurso de renovação, atualização pela relevância, não se sustenta quando o objetivo é pregação do evangelho a pessoas que não vivem em um contexto cristão.

Nada contra a música, que, repito, é ruim de doer aos meus ouvidos e muito chata, mas a explicaçao que dão é que é incoerente.

Mas, longa vida aos Arautos!

Essa não vai para meu MP4!

Questão do meu gosto, mesmo....

Evanildo F. Carvalho

Unknown disse...

Uma coisa é o ritmo e a reverencia, outra coisa é o show e a irreverencia como por exemplo o show do Mauricio Manieri na Nova Semente.

Márcia disse...

Sou a favor da modernização, pois a usada é importante para comunicar. Eu amadureci e percebi que ritmo, gênero musical, tipo de roupa, maquiagem... não é mais relevante neste tempo pós-conde temporâneo.
Questiono a situação de comunicação como estudante de publicidade que sou: neste vídeo que tenta dialogar com o simples e necessitado (o nosso próximo, aquele que precisa de ajuda), usa-se blazer? Look esporte-social com camisa de cor clara? Penso que para andar de jipe, ninguém consciente usaria. Só questiono. Mas não vamos esquecer da essência.

Anônimo disse...

Parei de ler quando chamou a música de Reaggae... Mostra o quanto vc entende de música e o quanto entendeu do texto.
Se toda música que eu não gosto de ouvir dentro da igreja fosse considerada errada, irrelevante etc... pouca coisa se salvaria...

Anônimo disse...

"Há necessidade de homens que orem a Deus pedindo sabedoria e que, sob a orientação divina, possam pôr nova vida nos antigos métodos de trabalho e inventem novos planos e métodos modernos de despertar o interesse dos membros da igreja, alcançando os homens e as mulheres do mundo."
Evangelismo p. 105 - Ellen G. White


Descobrir-se-ão meios para alcançar os corações. Alguns dos métodos usados nesta obra serão diferentes dos que foram usados na mesma no passado; mas não permitamos que alguém, por causa disto, ponha obstáculos no caminho mediante a crítica.
Evangelismo p.105 - Ellen G. White

Hugo Tocantins disse...

Já que o estilo musical não é problema, um reguee não é problema, porque não inserir também o forró? Ou o funk? Ou o tecnobrega?... Já que estilo musical não é problema! É só colocar umas letras que falem de Jesus e fica tudo certo. Infelizmente estamos perdendo nossa identidade onde nossa música muitas vezes não se diferencia do que vemos no mundo! Isso é tudo que Satanás quer, ele só precisa colocar um preguinho na parede da sua casa pra lhe atrapalhar, e ele só precisa colocar uma música em um cd pra fazer estrago. CUIDADO .

Hugo Tocantins disse...

Só o fato dessa música ser comparada com as músicas de Jack Johnson, já não é o suficiente? Que tem de religioso nisso? Quer mais o que?

Hugo Tocantins disse...

Alguns métodos serão diferente de como usado no passado, isso concordo plenamente, mas, imitar as coisas do mundo é o caminho?

Anderson disse...

Amigos, não se assustem com isso. A história é cíclica e em todo momento teremos quem aprove e quem desaprove determinadas músicas. Lembram do hino Lindo País? Lindo, sacro, inspirador! Música secular com letra religiosa, que inspira multidões.
Leia a letra original em http://pt.wikipedia.org/wiki/Londonderry_Air .
Outra versão você encontra em http://letras.mus.br/celtic-woman/699095/traducao.html .
Estudando um pouco sobre a origem de nossos hinos, encontramos várias situações idênticas, em que não só estilos, mas músicas seculares receberam letras religiosas, e é interessante como basta que não sejam de nosso tempo para as considerarmos "as verdadeiramente sacras".
A história se repete, uns odeiam, outros chamam de hinos inspirados, e Deus usa tudo a Seu favor! Assim foi, é e será!
Nesse caso a música até é original, não se trata de secular com letra religiosa, e não tem a tão reprovada bateria que tantos consideram profana!
Precisamos nos aprofundar mais, deixar de chamar nosso gosto pessoal de "aprovação de Deus".
Antes, oremos para que essa música linda, com um clipe tão bom quanto, com uma mensagem tão clara, sejam usados para tocar corações!

Timoteo disse...

É lamentável que o argumento para criar uma nova música ou clip, seja o critério do "gosto popular" da atualidade. Será que não temos revelação sobre os critérios da música de louvor a Deus?...Será que temos que temos que fazer uma consulta popular antes de gravar novas produções?...Será que o quarteto Arautos do Rei, que sempre foi uma referência na música de adoração ( já que suas apresentações sempre foram na igreja ou noutro local em que se realizava um culto)não está realmente perdendo sua identidade ou razão da existência???..Será que existe algum ancião que se atreveria permitir que o vídeo clip 360º rode nos momentos de louvor nos cultos de Sábado, domingo ou quarta feira?..Que Deus tenha piedade de quem tem essa responsabilidade.

claudio disse...

para jonathas Santana, leia primeiro o que diz o EP e depois veja se consegue manter este mesmo pensamento

Jonathan disse...

Concordo com você. Mas imagine o quanto de críticas neegativas não choveriam aos Arautos se eles estivessem trajados de roupas de estilo esporte?

Jonathan disse...

Timóteo, acho que esse vídeo não é pra ser rodado nos cultos de sábado, mas que mal há em escutar essa música em seu carro? Também gostaria de lembrá-lo que o Arautos também foi alvo das mesmas críticas suas nos anos 40 e 90 como o próprio artigo diz.

Jonathan disse...

Hugo, a música adventista ainda se diferencia e muito do que vemos no mundo. Agora, essa versão: http://youtu.be/VQfBanIlIU (a do compositor) estaria adequada, na sua visão, para ser cantada e tocada em um Culto Jovem, o antigo JA?

Jonathan disse...

Cláudio, essas são as mesmas críticas que foram dirigidas aos Arautos nos anos 40 e 90, ao Hinário Adventista quando foi renovado, etc etc etc.

Anônimo disse...

Li a matéria e todos os cometários. Mas confesso que ao final fiquei com vergonha. Caros irmãos, enquanto estivermos digladiando uns com outros Satanás estará felicíssimo da vida. Pois o nosso foco estará nas questões periféricas e não nas pessoas por quem Jesus Se deu. Perceberam que a discussão em torno do estilo musical, ritmos,etc...,ofuscaram a singeleza do depoimento do Allan Carlos Nolli? Até quando vamos estar agindo à semelhança dos Líderes judaicos dos dias de Cristo? Queridos, se uma alma apenas se converter ao Senhor Jesus com este vídeo clip, já terá valido a pena a produção. Ou alguém tem dúvidas disto?
Paulo Rocha - Vit./ES
09/08/2014

Allan Carlos Nolli disse...

Agradeço as considerações Paulo Rocha, e concordo ser desnecessário este tipo de discussão. Lógico, não concordo que devemos sair cantando/tocando quaisquer ritmos como louvor a Deus. Mas essa, para mim, não foge das características Adventistas, das quais mais gosto de ouvir e cantar. E com certeza já deve ter transmitido muita paz pelo mundo, e que esteja com cada um de vocês!

joêzer disse...

Agradeço a todos os comentaristas que se deram ao trabalho de expor sua opinião em concordância, discordância ou em complementação das ideias do meu texto.

Só escrevi esse texto porque me deparei, ao assistir o clipe, com críticas que não omitiam ou ignoravam a trajetória musical do quarteto.

Pior: por causa de uma música feita segundo padrões rítmicos e melódicos dos quais não gostam, execravam o grupo musical e a inseriam no rol dos sinais do fim dos tempos!

Compreensão, justeza e moderação na crítica também testemunham a favor de um cristianismo vivido na prática cotidiana e não (somente) existente em letras e ritmos de canções.

jailson disse...

A música evangélica vem passando por modificações assim como a própria igreja em relação aos costumes, mantendo os princípios. Pra quem conheceu a música adventista nos anos 80 e 90 com certeza irá estranhar essa música e temos que compreender isso, pois pastores pregavam nas igrejas e diziam que esses ritmos não agradavam a Deus e os proibiam de serem tocado. Membro recém batizados na época aprendiam isso, que Deus não se agradava dessas músicas. Hoje praticamente não existe mais esse tipo de orientação nas igrejas e realmente a bíblia não proíbem os estilos musicais, mas o espírito de profecia diz que a música seria pervertida por satanás. O livro mensagem aos jovens diz: "Jovens se reúnem para cantar e desonram a Deus com a escolha da música..." e logo ela diz: "A música sacra não está em harmonia com seus gostos". Mensagem aos jovens pag. 296. Portanto se esse estilo de música te aproxima de Deus escute e louve a Deus por isso, se não deverá ser evitada .

jailson disse...

A música evangélica vem passando por modificações assim como a própria igreja em relação aos costumes, mantendo os princípios. Pra quem conheceu a música adventista nos anos 80 e 90 com certeza irá estranhar essa música e temos que compreender isso, pois pastores pregavam nas igrejas e diziam que esses ritmos não agradavam a Deus e os proibiam de serem tocado. Membro recém batizados na época aprendiam isso, que Deus não se agradava dessas músicas. Hoje praticamente não existe mais esse tipo de orientação nas igrejas e realmente a bíblia não proíbem os estilos musicais, mas o espírito de profecia diz que a música seria pervertida por satanás. O livro mensagem aos jovens diz: "Jovens se reúnem para cantar e desonram a Deus com a escolha da música..." e logo ela diz: "A música sacra não está em harmonia com seus gostos". Mensagem aos jovens pag. 296. Portanto se esse estilo de música te aproxima de Deus escute e louve a Deus por isso, se não deverá ser evitada .

Roberto disse...

Nã podemos nos esqecer irmãos que com certeza o Eterno está no comando de tudo. Quem conhece, Tarcis , Oséias e cia, sabe com certeza que esses homens dedicam suas vidas em louvor ao Pai. São profetas do canto, filhos de Coré. Profetas trazem mensagens novas, que nem sempre agrada aos ouvidos de quem ouve. Será que vc que crítica conseguiria ser um produtor que agradaria a todos?
A próxima musica deles podia ser Corintios 13, do Renato Russo. Tá espantado, cantamos em nossos hinários tantas musicas populares de menos conteudoque essa!E com ritimo de valsa.
A verdade é que os tradicionais da igreja percisam reconhecer, que suas posições não causaram um reavivamento nem reforma na igreja. Não fizeram com que Jesus voltasse. Uma reforma é necessária e com certeza não são com, tradionais de plantão se irá realizar.

Roberto disse...

Não podemos nos esquecer irmãos que com certeza o Eterno está no comando de tudo. Quem conhece, Tarcis , Oséias e cia, sabe com certeza que esses homens dedicam suas vidas em louvor ao Pai. São profetas do canto, filhos de Coré. Profetas trazem mensagens novas, que nem sempre agrada aos ouvidos. Será que vc que crítica conseguiria ser um produtor que agradaria a todos?
A próxima musica deles podia ser Corintios 13, do Renato Russo. Tá espantado, cantamos em nossos hinários tantas musicas populares de menos conteudo que essa! E com ritimo de valsa.
A verdade é que os tradicionais da igreja precisam reconhecer, que suas posições não causaram um reavivamento nem reforma na igreja. Não fizeram com que Jesus voltasse. Uma reforma é necessária e com certeza não são com, tradionais de plantão se irá realizar.

Carol Sepp disse...

Muito pertinente, conciso e coerente! Pena que algumas pessoas se apegam tanto às tradições que esquecem o bom senso na hora de transmitir a mensagem.

Allan Carlos Nolli disse...

DE TRADIÇÃO, ACHO QUE JÁ BASTA A DENOMINAÇÃO NA QUAL PERTENÇO. DESCOBRI (ATRAVÉS DELA) QUE EXISTE O 8º DIA!!! EMBORA SEJA IRÔNICO NESSE COMENTÁRIO, MAS SOU OBRIGADO A COMPARTILHAR PARA VEREM ONDE ESTAMOS CHEGANDO...https://www.youtube.com/watch?v=TtGxSOb1Yf8

EU, TENHO MAIS COM O QUE ME PREOCUPAR DO QUE COM RITMOS E MELODIAS, O IMPORTANTE É QUE A MÚSICA ESTEJA ME EVOLUINDO ESPIRITUALMENTE E QUE ME MOSTRE O CAMINHO CORRETO (DE JESUS)! GRAÇAS A DEUS, ATRAVÉS DESSE BLOG CONHECI UM ADVENTISTA QUE ESTÁ ME INSTRUINDO MUITO NESSA QUESTÃO. VENHO AGRADECER PUBLICAMENTE AO MARCOS SOUZA, ATUALMENTE ESTUDANTE NA UNASP. E EU, UM SIMPLES HOMEM RECÉM CASADO, DE FAMÍLIA *MUITO CATÓLICA,QUE RESIDE NO PARAGUAY (HÁ ALGUNS MESES). QUE DEUS ABENÇOE A TODOS.

Dener Abreu disse...

Cresci escutando música dos arautos do rei. Tenho no meu carro músicas desde 1940 a 2014. Todas me tocam de maneiras diferentes. As vezes me canso de ver ataques de "irmãos mais consagrados que outros". Sim, existe muuuuuita diferença ainda da nossa música, incluso Arautos 360°. Diferente é ver um cantor sair da novo tempo e fazer show com a esposa e cantando rap e no final falar "obrigado gente" apontando para o proprio peito ao invés de apontar pra cima. Muito fariseu, pouco evangelista. Como diz o Pr. Gonçalvez: Igreja que não trabalha, dá trabalho. Dos que metem pau no arautos, difícil achar um que saia dando estudos biblicos ou falando de Deus para os amigos e vizinhos. Raros são os equilibrados hoje. Auto reflexão não faz mais parte da vida do cristão. Arautos ainda é uma bênção para o mundo e Deus o manterá assim.

Anderh disse...

Depois de quase um ano, voltei pra dar uma olhada nos comentários desse post. Tão interessante a liberdade que temos de nos expressar, ainda que discordando uns dos outros!

Existe um grande problema, quando renomados pastores chegam a rasgar livros no púlpito, sob o pretexto de que as orientações de Deus para a música não estão sendo seguidas. Assisto esses sermões e não consigo ouvir nenhuma orientação, só crítica. As citações todas indicam o comportamento dos músicos, nunca o uso desse ou aquele instrumento, desse ou aquele ritmo (com exceção ao Jazz e o Rock que já vi), explicando-se qual o problema e como resolver.

Parece que o gosto pessoal vira "a vontade de Deus". Quem critica não orienta.

Me atrevo até a pensar que as associações dos estilos e instrumentos musicais é que realmente movimentam toda essa a discussão. Outro dia algumas pessoas me perguntaram sobre o assunto e até mencionei o seguinte:

Anderh disse...

"O que é Música Sacra? Já percebeu como tem gente que critica a música usada na Igreja?

Ao que parece, a música sacra oficial aparece a partir dos Salmos. Com o passar do tempo, a música sacra passa a ser composta por músicos contratados pela Igreja Cristã para elaborarem repertórios chamados sacros, incluindo o canto gregoriano e a partir do século XVI com os cânticos chamados "protestantes", muitos dos quais fizeram ou ainda fazem parte dos nossos hinários.

Fato é que, não é possível definir um estilo como sendo a verdadeira música Sacra ou Cristã, porque em cada período da história, por mais que os conservadores combatam essa ideia, a música chamada Sacra tinha influências culturais do seu tempo. Um belo exemplo são hinos nacionais europeus e até canções folclóricas que tiveram suas letras adaptadas e se tornaram hinos inesquecíveis, como os hinos:

557 - Grandes Coisas, Mui Gloriosas - Hino Nacional Alemão
571 - Lindo País - Danny Boy ("Oh garoto Danny, eu te amo tanto...")
e tantos outros, muitos dos quais foram retirados no atual hinário, mas estavam nos anteriores.

A Igreja Adventista do Sétimo dia sempre utilizou hinos de compositores de outras denominações, até porque é recente o surgimento de ótimos compositores de nossa Igreja, que a cada troca de hinário enriquecem o repertório com ótimos hinos. Mas a cada troca de hinário (eu lembro de 2 trocas), sempre as reclamações de que tiraram os hinos que eram sacros de verdade e colocaram coisas modernas, menos sacras...

Não creio que exista um estilo musical que possamos definir como sendo cristão. Há sim estilos musicais menos ou mais adequados de acordo com a congregação e a ocasião. E quase sempre, isso ocorre pela associação que fazemos de determinados estilos com o lugar ou modo como são aplicados no mundo. Ao ouvirmos um rock cristão, podemos associar aos shows com drogas e comportamentos horríveis, ou até mesmo a artistas satanistas, por isso, o rock cristão pode não ser uma boa pedida em nossas igrejas.

Então a questão é o bom senso e a sabedoria na hora de escolher que músicas cantar, ou como tocar. Se percebemos que a música vai verdadeiramente ajudar a maioria da congregação a se aproximarem de Deus, ela pode ser ótima! Por outro lado, se por associação ou até por ignorância percebemos que determinada música vai trazer conflito e desconforto, é sábio deixá-la de fora...

Compreendem que não é o certo ou o errado em muitos casos? É o adequado ou inadequado! Cada congregação tem seus costumes, seus gostos, suas preferências e suas associações, por isso, cada comunidade reage de forma diferente aos diversos estilos musicais.

Só exemplificando a realidade da nossa região (pra ver que tem muito a ver com cultura mesmo isso), o estilo Polca (dança tradicional europeia) é completamente mundano OK? Mas se mostrarmos a muitos antigos membros de nossa congregação um grupo cantando Polca com uma letra evangélica, não se admire se ouvir de alguns "Isso sim é música boa pra se cantar na Igreja..." - vejam só, que interessante! Há alguns dias, toquei um hino no estilo Polca no piano, no final de um programa numa igreja com maioria de origem europeia e fiquei esperando o resultado: várias pessoas, um pouco mais velhas, ao lado do piano, felizes e cantando junto. Um ancião, que tinha consigo um acordeon, não perdeu tempo em se juntar e acompanhar, com lágrimas nos olhos, que ele mesmo talvez não soubesse explicar. Eu estava tocando no estilo Polca! 120% mundano! Mas por trazer a descendentes de europeus a lembranças do passado deles, esse mundano pode kkk!

Pra terminar, vários hinos que hoje são considerados lindos e tocam o coração, no passado foram considerados muito modernos e inadequados... então, haja paciência e sabedoria! Façam sempre boas escolhas.

Abraço a todos!"

Matheus Carvalho disse...

Concordo plenamente meu amigo! Deus te abençoe hoje e sempre.