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adeus a James Horner, o compositor dos filmes épicos

O compositor James Horner morreu na segunda-feira, 22/6, quando pilotava sua aeronave na Califórnia. Tinha 61 anos e um respeitável currículo de trilhas sonoras para o cinema. Sua parceria mais famosa foi com o cineasta James Cameron: Aliens, o resgate (1986), Titanic (1997) e Avatar (2009) têm música de James Horner.

Música de sonoridade ruidosa para o terror espacial de Aliens, percussão e música épica para Avatar e todo o melodramatismo musical para Titanic. Por esta última trilha, Horner ganhou os Oscars de Melhor Trilha Sonora (sim, é dele aquela flauta insistente que toca direto para Jack e Rose) e de Melhor Canção (sim, ele tem parte com “My Heart Will Go On”).

James Horner também é o autor da trilha sonora dos filmes Campo dos Sonhos, Coração Valente e Apollo 13 (as três indicadas ao Oscar de melhor trilha).

Sua música para Jornada nas Estrelas II: a Ira de Khan (1982) traz uma orquestração de metais fantástica, com um tema principal épico e nostálgico.



Minha trilha preferida de James Horner é a do filme Tempo de Glória (1989), um filmaço com Denzel Washington e Morgan Freeman sobre o primeiro regimento militar formado exclusivamente por soldados negros durante a Guerra Civil Americana.

James Horner utiliza um coro, cordas, metais e percussão marcial nos temas principais. Não se trata de um filme de glorificação da guerra, mas sim um filme sobre a revolta e a coragem de um batalhão destinado a uma vitória heroica, porém, com perdas humanas devastadoras. A música de Horner capta esse sentimento misto que advém de triunfos sem humanidade.



Valeu, James!

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