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Djingo béus pra você também!

Entre as mais bizarras adoções culturais brasileiras certamente está o Natal com pinheirinhos, renas, trenó, meia na lareira, e claro, a esdrúxula e escalafobética figura de um velhinho obeso e rosado e risonho vestido de vermelho e branco e calçando botinha Carla Perez. Nessa altura, a criançada já não tem mais tanta empatia com o bom velhinho e sabe de sua origem pelas mãos lucro-criativas da Coca-Cola. O que, a bem da verdade, fez perder um bocado da graça que o Santa Claus tinha por essas bandas. Este mesmo escriba hyperlinkado que lhe atazana o fim-de-ano possui uma foto de infância com figurino e barba noelinas, sabe-se lá a peso de que chantagens...

Ex-habitante da Lapônia, eis que a indústria da publicidade natalina espalhou o rechonchudo presenteador por quase todos os rincões do planeta (se alguém souber de um Noel palestino, me avise), o que faz a gente pensar como será o Natal e o Papai Noel na Etiópia, no Pantanal, etc. Na Venezuela, o único adulto com gorro vermelho ainda deve ser o Chávez.

Se o seu Natal será à base daquele disco de harpa tocando canções natalinas, console-se sabendo que, dependendo da idade que você tem, a vida do homem possui 4 fases: na primeira, ele acredita em Papai Noel; na segunda, ele não acredita em Papai Noel; depois, ele é o Papai Noel; por último, ele se parece com o Papai Noel.

Fazendo arcaicos e sinceros votos de um feliz você nesse Natal, confira texto de Leonardo Martinelli sobre o estranho Natal musical nos Trópicos aqui.

Comentários

Danilo disse…
Puxa! Que saudades das suas análises. O que houve? Muito trabalho e compromissos? Não pretende mais continuar com o projeto?

Um abração!

Maranata!

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