10 fevereiro, 2010

cem palavras: o tempo e o dever

Há algo mais necessário hoje do que o uso sábio do tempo? Para tudo temos a resposta pronta "Não tenho tempo". Nunca temos tempo para nada porque o tempo nos tem. A falta de tempo não janta com os amigos nem folheia livros grossos; a falta de tempo não brinca de carrinho no tapete, o que torna o pai mais íntimo do William Bonner que dos filhos.

Há mais necessidade de gente que, mais do que cumprir dignamente o dever, cumpra deveres dignos. É o que aprendo com Hillel:

Se eu não for por mim, quem o será? E quando sou por mim, o que sou? E se não for agora, quando será?

Não digais, quando eu tiver um tempo livre, vou estudar - talvez, jamais tereis um tempo livre.

Onde não houver homens, esforçai-vos para agir como um homem.

E para quem tem muita iniciativa no tempo, mas pouca "acabativa" no dever, servem as palavras do rabino Tarphon:

Não sois obrigado a concluir a obra, mas tampouco estais livre para desistir dela.

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