07 dezembro, 2012

a parábola do bom legalista


Certo dia, porque é sempre em certo dia que esses eventos se dão, um grupo de alunos subiu ao andar onde seu professor corrigia provas e lhe perguntaram: “Mestre, é mais fácil um camelo entrar voando por essa janela do que um legalista ir para o céu?”

O professor, sabendo que camelos não voam e que todo legalista pensa que a lei dá asas, contou a seus alunos a seguinte parábola:

Um homem ao sair para o trabalho encontrou um livro no chão. Pegou, olhou, folheou e guardou o livro que tinha por título uma só palavra: “Lei”. E pensou: “Cristo não veio revogar a lei, mas cumpri-la. Que bom que eu já obedeço à lei, ao contrário desse meu colega de trabalho evangélico que não sabe o que é verdade.” E assim passou a semana como o legalista que era, exigindo muito, pedindo um pouco e não agradecendo por nada. Chegando o sábado, foi à igreja achando que sua observância da lei lhe dava créditos e méritos de salvação.

Outro homem ao sair para a igreja encontrou um livro igual no chão. E quase disse em voz alta: “Cristo não veio revogar a lei, mas cumpri-la. Eu procuro obedecer toda a lei, ao contrário dos meus irmãos da igreja que não sabem que estão condenados”. Chegando à igreja, mediu o tamanho da saia da irmã e o dízimo do irmão, saiu quando o grupo jovem cantou, voltou quando o pastor começou a pregar, dormiu de tarde, esperou o sol se por e foi, contrariado, levar a esposa ao restaurante.

Um terceiro homem encontrou o mesmo livro. Ele não tinha o costume de bater no peito, e por isso, disse apenas: “Cristo não veio revogar a lei, mas cumpri-la. Eu procuro obedecer toda a lei, mas não sou capaz. Como eu preciso da tua graça, Senhor”. E assim passou a semana sendo amável e honesto. Chegando o sábado, foi à igreja, e mais uma vez entendeu que legalista bom é aquele que deixa de sê-lo por que reconhece sua condição caída e obedece toda a lei por amor, e não por orgulho de se salvar ou por medo de se perder.

Sua oração de todos os dias era: “Senhor, que eu seja alguém leal à Tua casa sem ser um legalista em Tua causa”.

Tendo ouvido estas coisas, um dos alunos perguntou: “Agora o senhor vai nos dizer qual destes três agradou a Deus?”

“Não”, respondeu-lhe o professor, “agora se pergunte qual dos três é você”

Joêzer Mendonça

2 comentários:

Daniel Freitas disse...

Mestre Joezer, como eu gosto dos teus posts amigo! Saudades rapaz! Louvado seja Deus por tanta sabedoria!

joêzer disse...

valeu, amigo. saudades tb.