
Entre as dez cidades com melhor qualidade de vida do mundo, 4 são européias (Viena ficou em segundo lugar), 3 são australianas e 3 são canadenses, sendo Vancouver (foto) a primeira dessa lista. No ranking de 140 cidades, comparecem São Paulo e Rio de Janeiro, ambas pra lá do centésimo lugar. Mas Londres (51º) e Nova York (56º) ficaram longe do top ten.
As cidades receberam pontos de 0 a 100 em trinta itens distribuídos em cinco áreas: estabilidade, cuidado com a saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura. Mas assim é covardia, pôxa vida. Na Europa e no Canadá isso não é item de pesquisa. É pré-requisito. Exijo uma segunda pesquisa, com outros fatores. Anote aí:
Índice nacional de feriados: os workaholics noruegueses perdem feio.
Rua mais cosmopolita: só na 25 de Março tem Líbano, China e Paraguai.
Jogador que levanta a mão pro céu quando faz gol: duvido aqueles euroateus repetirem isso.
Árvore de jabuticaba: essa é que nem a “paradinha” no pênalti. Só tem no Brasil.
Assim como a Dinamarca, país onde o índice de felicidade dos cidadãos é o maior do mundo. Depois vêm Suíça, Áustria, Islândia, mais na frente o Canadá de novo. Essa é outra pesquisa encomendada para humilhar os países emergentes. Embora até as Bahamas e as Ilhas Seychelles estejam entre os 20 primeiros colocados. Prova de que viver num lugar paradisíaco que também é um paraíso fiscal satisfaz os habitantes.
Ah, mas eu sou feliz, dirá o brasileiro ferido na sua lendária cordialidade. É melhor ser alegre que ser triste, dizia o poetinha. No entanto, uma coisa é estar alegre, e nisso o brasileiro festeiro é bom. Outra coisa é ser feliz. Se é possível definir felicidade, eu diria que é uma sensação de completude, de satisfação contínua. Ficamos em 81º lugar no ranking da felicidade. Pelo menos, essas pesquisas desmistificam aquela conversa de que o brasileiro comum não tem dinheiro nem saneamento, mas é feliz.
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