16 maio, 2011

cem palavras: com quanto glacê se faz um blockbuster

A tradução brasileira para cinema blockbuster é “filme arrasa-quarteirão”. Nesse tipo de filme, tudo vira terra arrasada mesmo. Na verdade, eles costumam é arrasar nas bilheterias. São filmes em que a maior fatia do orçamento se destina ao cachê dos astros e/ou à equipe de CGI (a computação gráfica). A imagem acima é do filme 2012, um legítimo (e medíocre) "arrasa-planeta". Tirando as honrosas exceções de praxe, esses filmes normalmente são como bolo de casamento: muito glacê e nenhum valor nutritivo.

Com a palavra:

Os blockbusters globais geralmente mostram “magos; mulheres insinuantes de poucas palavras; homens de poucas palavras que podem dirigir com esperteza qualquer veículo, destruir espetacularmente qualquer coisa e saltar ilesos do alto de qualquer coisa; personagens de história em quadrinhos; a história do mundo baseada em livros escolares da sexta série; explosões; um fenômeno da ciência desconhecido; uma encarnação do mal; mais explosões” (Louis Menand, The New Yorker, 7/2/2005).

A estratégia de sobrevivência de Hollywood está em “blockbusters com características infantis universais, ação de história em quadrinhos, personagens conhecidos, sequências incontáveis, extenso marketing de produtos dentro dos filmes, associação comercial com empresas de fast food e outras, enredos mínimos e diálogos menores ainda” (Benjamin Barber, Consumido, p. 38-9).

Um comentário:

Ana Braun Endo disse...

amigo, perdoe, só hoje publiquei seu texto no Portal Cristianismo Criativo. veja lá!
abs!