11 novembro, 2011

UFC: Ultraje Feroz do Corpo


Dois homens em uma arena chutam cabeças e esmurram fígados, e isso rende o delírio da galera. Um quer a deformação do corpo do outro, e isso rende fama e fortuna. UFC (Ultimate Fighting Championship) quer dizer mesmo é Ultraje Feroz do Corpo. Mas para que ninguém fique a pensar na degradação física e espiritual do momento, é preciso fazer dessa rinha de galos um espetáculo televisivo.

A TV Globo, que se recusava a cobrir as lutas do MMA (as artes marciais mistas), gasta sua semana esportiva explicando que agora, com novas regras, as lutas são “um pouco menos violentas do que o vale-tudo”, como disse o apresentador Luís Ernesto Lacombe. A sinceridade foi logo corrigida na fala seguinte: “Mas é bem bacana”.

É bem bacana, então, ver a brutalidade elevada à categoria de esporte “civilizado”. É bem bacana, então, assistir a violência de socos, pontapés e sufocamentos. É bacana ver o público se extasiar quando um homem é espancado no chão (mas agora o juiz intervém mais rápido. Antes que um assassine o outro ao vivo e em HD, né?).

(A Globo escalou Galvão Bueno para narrar o combate. Quem assistir, ouvirá um "É teeeeee...trico?!". Os fãs do UFC não queriam o Galvão de locutor das lutas. Mas o que eles queriam? Galvão de calção e Anderson Silva na narração?)

As lutas de vale-tudo eram só um pouco piores do que as do UFC. Só paravam quando um dos lutadores estava desfigurado. No UFC, ao que parece, há que se ter não só a destreza e o domínio de artes marciais conjugadas, mas também estratégia e inteligência para vencer o combate.

No entanto, assim como a filosofia espiritual que cerca a tradição das artes marciais orientais foi banida dos filmes de “kung-fu”, nas lutas do MMA também não restou um traço da espiritualidade de antigos guerreiros. Sobram apenas chutes no rosto e cheiro de sangue.

Homero descreveu assim o feroz e mítico combate entre Epêo e Euríalo: “Rangem as mandíbulas ao receberem os golpes [...] e o divino Epêo, lançando-se sobre o adversário, aplica-lhe tão tremendo golpe, que Euríalo cai inerme, vomitando negros coágulos de sangue”. Os nomes gregos saíram, mas os apelidos conservam o apelo mitológico: Minotauro, Cigano, Spider, The Beast. Mas outros chamam a fúria pelo nome: Demolition Man e African Assassin, que dispensam traduções.   

O UFC está de acordo com as regras de entretenimento de uma civilização doente. É a nossa civilização que produz filmes que consagram a velocidade e a ferocidade, filmes feitos com muita adrenalina e pouco neurônio, filmes que glorificam machões que falam uma piadinha após decepar outros machões.

Espetáculo da meia-noite, o Ultraje Feroz do Corpo aplaca nossa primitiva sede de sangue por alguns minutos. Depois, cada um faz suas orações e vai dormir. 

21 comentários:

Viviane Mila Rocha disse...

Bom, pode parecer um danado de um clichê, mas no dia em que nós mulheres começarmos a babar por esses super homens, aí sim voltaremos às cavernas, porque já está no instinto masculino imaturo agredir para conseguir, especialmente os olhares femininos, penso eu!

O problema é que isso é uma inversão total!

Não se admiram mais os rapazes que saibam conduzir uma conversa em vez de apenas as mãos e os olhos, e as moças que os admiram são consideradas caretas. Admiram-se os piás que vão à academia, que "saram" os muques para ficar como esses lutadores de vale-tudo, como se só por isso pudessem andar empertigados feito galos.

Degeneração e involução das melhores, mas isso não vai nem à superfície do problema!

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Lutar é a profissão deles, tudo o que eles fazem dentro do octódromo não sai dali, pois se levassem fora dali seria falta de ética profissional da parte deles.
Se os lutadores estão ali sabem dos riscos que vão passar,tudo o que terão de enfrentar,é uma escolha deles, então não tem nada de mais de assistir o UFC ou ser lutador.
Afifeh - 1ºE.M.

Andressa Negrão disse...

Acho que cada um tem a sua "tal" escolha, ai vem de cada pessoa, se eles estão lá não é por que ninguém mandou ou porque estão obrigados, isso pode ser errado nos olhos de Deus, mas são escolhas que tomamos aqui, também apoio na questão que não é certo. Mas é o mundo de hoje que vivemos, o inimigo está ai, basta você saber o que quer. Andressa Negrão 1° E.M

Anônimo disse...

Bom primeiramente gostei do texto por nao ser extenso,tanbem gostei da linguagem que é de facil e rapida compreensao.Sobre o texto nao discordo de que o que acontece dentro do octódromo e algo meio que irracional pode se dizer assim, porem com o dinheiro que eles ganham.. e de pensar.
Nao acho que seja errado o publico que grita e aplaude as pessoas que estao la dentro.Porem e um bom texto.

Aluna:Shele caroline 1 A.M

Anônimo disse...

Na verdade é "Octógono"

Anônimo disse...

Não entendi muito bem o que querem dizer com esse texto, mas é mais um ponto de vista pessoal, então não concordo, nem discordo sobre o texto, mas sobre o que eu acho das lutas de UFC é que eles fizeram as escolhas deles e vocês fizeram a de vocês, não devemos criticar as escolhas dos outros, assim como eles não falam de pessoas que comentam em um blog “tirando” uma com o que eles gostam de fazer, é simples, eles gostam de lutar e vocês gostam de falar.Cada um segue o caminho que escolhe pra vida.

Daniela 1º ano CASFS

joêzer disse...

O texto é sobre a banalização e a espetacularização da violência. Por mais que a mídia mascare a questão e os lutadores sejam gente boa fora do octógono/jaula, o UFC continua sendo em sua essência um esporte extremamente violento.
Claro que há outros esportes violentos, mas geralmente a violência excessiva é coibida pelas regras.
Mas a linha do "excesso" no UFC fica bem longe.
A sociedade escolhe seus heróis: UFC, velozes e furiosos, games como Night Trap. A pancadaria ainda reina.

PS: agradeço os comentários dos alunos que se deram ao trabalho de vir até este blog e expressar a opinião. Este blog não é um castelo de marfim com aquela velha opinião formada sobre tudo. É um work in progress. Tks!

Anônimo disse...

Primeiro gostaria de elogiar seu post, achei muito interessante. Bom, creio eu que cada pessoa gosta de um esporte em especial. Eu admiro o surf, por ser um esporte no qual eu cresci assistindo. Sei que existem os lados positivos, nos quais eu poderia citar exemplos como a diversão e o orgulho de surfar uma boa onda. Mas é lógico que também existem os lados negativos. Assim como assisti surfistas remando e pegando uma boa onda, cresci vendo pessoas apavoradas. Gosto de ouvir as histórias do meu pai, contando sobre as ondas que ele pegava e todo mundo adorava. Mas gosto principalmente de quando ele conta sobre as mais de 180 pessoas que ele já salvou com vida no mar da Prainha e Praia Grande. E creio que esse seja o lado negativo, pois muitos arriscavam a vida por simplesmente ter a vontade de pegar uma boa onda, e outros acabavam perdendo a vida. E a parte chata de todas as histórias que meu pai conta, é de ter tirado alguns cadáveres do mar. Todo esporte tem seu lado bom e o seu lado negativo. Citei o surf, mas no futebol, no vôlei e qualquer outro nós corremos perigos. Algumas pessoas se arriscam demais, e brincam com o perigo. Mas na minha opinião, devemos saber separar as ocasiões e entender como elas funcionam. Sei que as vezes as lutas acabam passando dos limites, mas no meu ponto de vista é um esporte do qual muitos gostam e também deve ser respeitado, e na verdade as artes marciais, ao menos as que eu conheço, não são pancadarias com a intenção de quase matar o outro, e sim técnicas que são mostradas quando se pratica a arte marcial. Então creio que não devemos generalizar as lutas, e concordo que não é interessante, ao menos pra mim, ver pessoas se agredindo por pura diversão.
Peço desculpas por dar minha opinião mais uma vez, mas acho que a Daniela deu sua opinião apenas sobre as lutas de UFC, às vezes não criticamos algo pra não ofender e não acabar falando algo errado, e concordo com ela de que cada um tem seu espaço e sabe o que quer fazer da vida, ou ao menos deveria. Mas isso não quer dizer nenhum pouco que ela não tenha opinião sobre a ética que as pessoas deveriam ter sobre como você citou, estar em um carro e ouvir funk no ultimo volume. Acredito que cada um deveria ter um pouco de juízo e saber que também existem opiniões e milhares de gostos musicais por aí, não somente o seu ou o meu. E assim, como todos deveriam ter a ética de saber em qual volume ouvir as musicas, devem ter a ética de não sair atrás do carro de som querendo xingar a pessoa por ouvir musica no ultimo volume. Não ter a opinião sobre um determinado assunto ou não se importar muito com ele, não quer dizer que não temos opiniões sobre outros assuntos ou a importância.
Parabéns pelo blog.
Beatriz Dale.

joêzer disse...

Este comentário é referente ao comentário da Daniela, mais acima. E também é um comentário ao esclarecido comentário da Beatriz:

Daniela,
você diz que nem concorda nem discorda do texto. Ok, é o que costumamos dizer quando o assunto nos é indiferente. E assim é fácil dizermos "não critique" ou "não julgue", sendo que ao agir assim também estamos criticando e julgando. Não há problema com a crítica ou o julgamento, desde que não sejam mentirosos ou caluniosos.
A gente fala isso com certa empáfia, tipo "vejam como eu tenho opinião própria e não me importo com o que os outros dizem e fazem". Mas aí passa um carro tocando funk no último volume, atrapalha o que estamos fazendo e lá se foi nosso relativismo de meia-tigela, nossa indiferença quanto à liberdade individual.
Você está certa quanto à liberdade de escolha. Porém, você deve saber também que escolhas afetam não apenas o sujeito que fez a escolha, mas também outras pessoas.

Beatriz, às vezes o modo como nos referimos a algo pode dizer que não nos importamos com certas escolhas. Mas nós mesmos nos vemos agindo de forma diferente quando as livres escolhas alheias entram em conflito com nosso modo de pensar e agir.

PS: tô gostando dessa turma, Douglas Reis. Parece que é uma galera que colocam o professor pra pensar.

Anônimo disse...

De uma análise do texto, verifica-se que está sendo abordada uma excelente visão crítica acerca do esporte em questão, UFC. Contudo, entendo que como referido acima, trata-se de um esporte que possui regras bem definidas como quaisquer outras artes marciais, que quando quebradas geram punições. Acredito que deve ser respeitado à altura de um esporte de contato, o qual não deve ser analisado como atos de violência brutal ou algo do gênero. Essa cultura de esporte de contato, existente em vários outros esportes, inclusive olímpicos, deve ser respeitada como cultura presente na sociedade há vários anos, utilizada como forma de retirar crianças e adolescentes das ruas, mostrando-lhes uma outra oportunidade de vida, através de uma alternativa saudável. Atualmente, existem vários projetos que possuem como objetivo incluir crianças desfavorecidas em atividades esportivas, ensinando-lhes princípios morais que todas as artes marciais possuem. Assim, é possível observar que o seu texto é uma via de mão dupla, podendo gerar várias opiniões sobre o assunto, tanto favoráveis, quanto desfavoráveis.
Ricardo Cabral- 1°EM

Anônimo disse...

Como diria o grande cientista/físico, Albert Einsten: O livre arbítrio é relativo!
Depende do referencial que vc usar para medi-lo.
O fato de haver resultados diversos é a maior prova da existência do livre arbítrio (livre escolha), ou liberdade de julgamento, que é o que significa, ou o conceito de tal acertiva!
O livre arbítrio existe e tem resultados!
Portanto,penso que cada um deve tomar suas próprias decisões, visto que, tais sejam as corretas e as melhores para si.

Francelle Mira- 1º Ano CASFS

Gabriel Gatti disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gustavo Zanoni disse...

Ni Hao, primeiramente queria lhe dar os parabéns pelo blog, realmente é muito interessante expressarmos nosso ponto de vista, cada um tem o seu, sempre entrando em conflito com qualquer outra forma de pensar até que alguém mude de opinião, algo realmente difícil de acontecer, então, não percamos nosso tempo tentando forçar um ao outro a mudar de opinião, e sim destacando a nossa, por fim chegando a algum lugar.
Realmente, acredito e concordo que de uns tempos para cá, filmes, programas, animações, entre outros, tem apresentado um nível de violência acima do aceitável. Porém, como praticante de Wushu (Kung Fu) a cerca de 2 Anos, posso te garantir, que a "filosofia espiritual" encontrada no verdadeiro Wushu, esta intacta, é uma ofensa dizer que Kung Fu seria apenas um sistema de luta, pois como abrange as barreiras políticas e religiosas ao redor do mundo é considerada uma arte não só de luta mas a arte de se superar e de viver a própria arte em si. Além da habilidade em combate e ganho de saúde o wushu trabalha o desenvolvimento pessoal, e mental, persistência e respeito aos limites, estrutura o corpo e a mente ajudando no equilíbrio psíquico e auxiliando a pessoa, a saber ser derrotada e ainda assim encarar novos obstáculos e desafios sem desistir. Kung Fu é muito mais que simples filmes e/ou pancadaria, é uma arte, é um estilo de vida. Nunca presenciei nenhum ato de “pancadaria” ou maldade, um dos nossos princípios é o respeito, e isso garanto-lhe, mais uma vez, que não se perdeu.
Pratico Kung Fu Fei Hok Phai e tenho orgulho de dizer isto.
Voltando ao assunto central... Mal assisto UFC, acho meio sem sentido, mas vejo como algo que simplesmente “esta ai” assim como todas as outras coisas boas ou ruins que existem no mundo, e cabe a cada um de nós escolher se vamos ou não, vibrar, torcer ou brutalizar o mesmo. Nosso mundo esta repleto de dualidades, afinal não existiria o bem, sem o mal, e vice versa. Em tudo dependendo o lado que escolhemos e como praticamos, estaremos fazendo o bem ou não, e isso não é só ligado as Artes Marciais ou MMA, até mesmo na religião, na política, ou em qualquer outra área de nossas vidas.
Em minha opinião, a verdadeira banalização da violência, se encontra nas ruas, casas ou até mesmo no ambiente de trabalho, onde pessoas matam, arrombam, quebram, invadem, roubam, muitas vezes se valendo de passeatas onde na verdade deveriam estar reivindicando seus direitos de forma pacifica e civilizada.Um grande exemplo são os “alunos” da USP, Camelos em São Paulo, e por ai a fora... Agora pergunto: São praticantes de artes marciais? Acredito que não. Há muito mais violência nas imagens das noticias diárias, do que nas lutas de UFC exibidas na TV.
Há pessoas que acreditam que estão acima do bem ou mal, e que julgam que todas as outras que não seguem sua linha de pensamento, estão erradas ou pertencem ao mal. Tudo isso é muito relativo, pois tudo no mundo é feito por pessoas, e como seres humanos, somos falhos, portanto, encontraremos as pessoas certas e erradas em todas as atividades e/ou caminhos tomados no mundo. Errado mesmo é uma pessoa pregar ou querer parecer algo, e fazer escondido exatamente tudo aquilo que sua crença condena. Esse tipo de atitude transmite pior influencia do que a competição de uma luta. Afinal a violência esta ai fora, basta olhar a sua volta... Zai Jiam !
Gustavo Zanoni Braz 1 EM.

Adriano Damasio disse...

Eu sou uma das pessoas que muito vibra ao assistir UFC, eu costumo até me emocionar ao assistir, mas não tenho "preferências" entre os lutadores, admiro muito a determinação daquelas pessoas.
Não vejo simplesmente violência, vejo pessoas superando a dor por um objetivo. Pessoas que geralmente tem uma origem muito humilde e carregam uma história de superação, por exemplo o Minotauro, ele foi atropelado por um caminhão permaneceu um ano internado e teve como orientação a pratica de artes marciais...
Por trás de toda a aparente brutalidade existem pessoas que se respeitam, todo lutador é um profissional muito bem treinado e preparado, acredito que isso pode ser algo que fica camuflado nas divulgações da luta, é explorado sempre um lado de total rivalidade e por isso não posso vir e simplesmente que você está errado em seu posicionamento, em ter essa opinião, já que a imagem gerada pelos empresários é essa e isso realmente vende, o que é uma pena, pois a maioria das pessoas não consegue ver o que há por trás das caras feias, orelhas deformadas e sangue, acredito que se conseguissem retirariam várias lições, eu aprendi que você não é nada se não ter foco e determinação, se você não correr atrás do que quer, ninguém fará por você e se fizer isso não fará de você uma pessoa melhor, apenas uma pessoa mais fraca, aprendi que as adversidades podem ser o melhor combustível, é só ter fé e levantar a cabeça, para muitos são coisas evidentes da vida, mas eu aprendi ao assistir e ao lutar e acredito que isso me fez uma pessoa melhor.

Anônimo disse...

Então, eu acho como alguns já falaram que é tudo questão de opinião, e também acho que temos que ver pelos dois lados, o lado bom e o lado ruim, ali só foi citada o "negativo". Na vida, no dia a dia que ocorrem varias violências, nas ruas, dentro das casa, e isso é muito pior é um perigo maior. Ali eles estão apenas praticando um esporte, e nada fora dali. Bem é isso que eu penso. Emily Dominoni 1°ano EM

Gabriel Gatti disse...

Olá Joêzer, quero parabenizá-lo pela sua postagem sobre o UFC e concordo plenamente com tudo o que tem no mesmo. Hoje em dia, muitas das pessoas que eu conheço dão mais valor para as coisas terrenas do que para as coisas que Deus tem preparado para nós no céu. As pessoas de certa forma, "louvam" mais o homem do que Deus, sua vida gira em volta de alguém, de um jogo, de um programa, e/ou até de um bem material. Isso é entristecedor, pois Deus nos fez para que exerçamos nosso trabalho aqui na Terra, que é dar todo o louvor, honra e glória ao Seu Santo nome. Como todos os outros programas que pregam o ódio, a fúria, a violência, a prostituição e levando outras coisas mais além, o UFC é um programa que não envia nenhuma mensagem boa aos corações de todos, muito pelo contrário, faz prevalecer a ira e a raiva.
Que todos nós possamos reconhecer que Deus é o único que merece ser rodeado por todos, assim como muitos rodeiam o UFC.
Gabriel Gatti
1º Ano EM.

joêzer disse...

bravo, Gustavo. boa reflexão.
O Adriano e a Emily também concordam: a violência das ruas é bem pior que a dos combates do UFC. No UFC, a violência é consentida de parte a parte.
Claro que a brutalidade vista no octógono não necessariamente gera lutadores brutos fora dali. Ao contrário, eles podem levar uma vida bem pacata.

Porém, vejamos. O futebol, apesar das tramoias e defeitos que venha a ter, tem algo chamado "fair play", que consiste em não se aproveitar, por exemplo, de um jogador adversário que esteja machucado e caído no chão. Os times costumam parar o jogo nessa hora.
No boxe, os lutadores usam luvas grandes e no boxe olímpico os boxeadores usam um protetor para a cabeça.
Já no UFC, parece haver uma menor preocupação com a integridade física dos lutadores. Da[i a violência ser intensa e parecer tão cruel, ainda que faça parte do jogo. Como alguém comentou acima, os empresários dos lutadores os expõem a situações muito arriscadas.

PS: para quem não está entendendo a presenç de tantos alunos comentando por aqui, isso foi uma ideia do professor deles, o pr. Douglas Reis, que os estimulou a ler e comentar esse texto (você não os obrigou não, né, Douglas? rsrs). Portanto, agradeço ao amigo e aos alunos que leram a postagem, manifestaram sua opinião e contribuíram para o diálogo e o debate. valeu mesmo.

Ângelo Bernardes disse...

Fantástico o texto, mas o que me deixou "babando" mesmo foi a iniciativa de ter alunos comentando no blog.

Adriano Damasio disse...

Bem, no boxe olímpico realmente a intenção é a de proteger, acredito eu, mas no boxe 'normal' as luvas grandes são só pra não machucar a mão já que a intensidade dos socos normalmente é maior que no ufc e uma luva muito grande prejudicaria muitos movimentos... Com futebol nem tem como comparar já que são esportes bem distintos haha
Queria ter encontrado um vídeo que vi tempos atrás e achei muito interessante, durante a luta um dos participantes usando um golpe chamado mata leão faz com que o adversário desmaie e assim que o juiz para a luta, o 'vencedor' é o mais preocupado em fazer o oponente voltar do desmaio, ele realmente ficou preocupado, é um vídeo muito legal e que mostra o respeito que um tem pelo o outro, é como se eles tivessem um código moral e ético próprios...

Anônimo disse...

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