Nem sempre um intérprete é capaz de revelar seus questionamentos e angústias surgidos na expectativa das escolhas musicais para uma gravação. Ainda em menor quantidade são aqueles que desnudam suas fraquezas e falhas diante da multidão. Corajosamente, Regina Mota escreve no encarte do CD que sua intenção era representar através da música seus momentos de testemunho cristão. Ela descreve suas falhas individuais, o “lado sombrio de sua alma”, ao mesmo tempo em que fala das incertezas e certezas que se alternaram até a gravação. A cantora adota o Salmo 33:3 – “cantem a Deus uma nova canção”, – como baluarte e linha norteadora deste trabalho. É possível que as escolhas musicais deste CD sejam fruto de uma experiência renovadora traduzida em inovação formal. Essa inovação formal não está presente apenas nos arranjos musicais. Há um sopro do "novo" até na disposição das informações no encarte, com o requinte de grifar o título das canções no corpo dos versos. A concepção das fotos ...
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