
Arthur C. Clarke, escritor de ficção científica, acabou ficando muito mais conhecido por uma história que escreveu para o cinema, em parceria com o cineasta Stanley Kubrick: 2001 – Uma odisséia no espaço, marco histórico da arte em qualquer tempo (embora o filme seja também adaptação de outro conto de Clarke, “A Sentinela”). 2001 é reflexivo e lento demais para muita gente – alguns o acham muito pretensioso, outros preferem menos filosofia e mais ação. De fato, 2001 não é fácil, mas as discussões propostas pelo filme, a origem e o sentido da existência humana, o homem prisioneiro da tecnologia, o mistério do monólito, que seria uma representação da incomunicabilidade entre o sobrenatural e o homem, tudo isso parece vir da mão de Clarke, autor de uma ficção científica humanista.
O escritor também deixa como legado as Três Leis de Clarke, um conjunto de provocações à ciência e à ficção científica, publicadas em “Profiles of the Future” (1962):
1) Quando um cientista mais velho e distinto afirma que algo é possível, ele quase sempre está certo. Quando ele afirma que algo é impossível, muito provavelmente ele está errado.
2) A única maneira de descobrir os limites do possível é aventurar-se para além dele, através do impossível.
3) Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da mágica.
A primeira “lei” deve ser resultado da crítica que lhe fizeram quando afirmou, ainda nos anos 40, que o homem chegaria à Lua antes de 2000. Ele também dizia que os autores de ficção científica costumavam antecipar as realizações tecnológicas do homem: dos meios de comunicação aos meios de locomoção.
A ficção científica sempre me fascinou. Lembro-me de, na pré-adolescência, ler algumas páginas de Da Terra à Lua, de Jules Verne, e ficar olhando para a noite escura lá fora imaginando uma aventura espacial. Na época, meus pais aceitaram um convite para lecionar num colégio um pouco afastado da cidade de Manaus, e o céu estrelado amazônico é uma das minhas mais fortes lembranças. Na estante da sala, uma coleção quase completa da obra de Jules Verne, com Vinte Mil Léguas Submarinas e Viagem ao Centro da Terra. Naquele tempo, havia também as sessões vespertinas de Jornada nas Estrelas (eu e meus irmãos assistíamos as viagens registradas no diário estelar da Enterprise e saímos para refazer ludicamente as aventuras com os amigos vizinhos em uma nave imaginária – mas de madeira de verdade!)
Mais tarde, vieram Isaac Asimov e Ray Bradbury. Philip K. Dick, como Arthur Clarke, só descobri através dos filmes. Li menos esses autores do que vi os filmes baseados em suas obras. E alguns filmes de sci-fi (science-fiction), existencialistas ou de batalhas tecnológicas, foram substituindo os livros.
O escritor também deixa como legado as Três Leis de Clarke, um conjunto de provocações à ciência e à ficção científica, publicadas em “Profiles of the Future” (1962):
1) Quando um cientista mais velho e distinto afirma que algo é possível, ele quase sempre está certo. Quando ele afirma que algo é impossível, muito provavelmente ele está errado.
2) A única maneira de descobrir os limites do possível é aventurar-se para além dele, através do impossível.
3) Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da mágica.
A primeira “lei” deve ser resultado da crítica que lhe fizeram quando afirmou, ainda nos anos 40, que o homem chegaria à Lua antes de 2000. Ele também dizia que os autores de ficção científica costumavam antecipar as realizações tecnológicas do homem: dos meios de comunicação aos meios de locomoção.
A ficção científica sempre me fascinou. Lembro-me de, na pré-adolescência, ler algumas páginas de Da Terra à Lua, de Jules Verne, e ficar olhando para a noite escura lá fora imaginando uma aventura espacial. Na época, meus pais aceitaram um convite para lecionar num colégio um pouco afastado da cidade de Manaus, e o céu estrelado amazônico é uma das minhas mais fortes lembranças. Na estante da sala, uma coleção quase completa da obra de Jules Verne, com Vinte Mil Léguas Submarinas e Viagem ao Centro da Terra. Naquele tempo, havia também as sessões vespertinas de Jornada nas Estrelas (eu e meus irmãos assistíamos as viagens registradas no diário estelar da Enterprise e saímos para refazer ludicamente as aventuras com os amigos vizinhos em uma nave imaginária – mas de madeira de verdade!)
Mais tarde, vieram Isaac Asimov e Ray Bradbury. Philip K. Dick, como Arthur Clarke, só descobri através dos filmes. Li menos esses autores do que vi os filmes baseados em suas obras. E alguns filmes de sci-fi (science-fiction), existencialistas ou de batalhas tecnológicas, foram substituindo os livros.
O Dia em que a Terra Parou, de Fred Zinemann, e seus alienígenas pacifistas;
Fahrenheit 451, de François Truffaut, adaptado de conto de Bradbury, mostra uma sociedade inquisitorial queimadora de livros e de liberdade de consciências;
Blade Runner, de Ridley Scott, adaptação de novela de Philip K. Dick, traz um futuro sombrio, com um apuro visual e um equilíbrio narrativo entre ação e questões metafísicas nunca mais visto (mais a trilha de Vangelis);
1984, adaptado de livro homônimo de George Orwell, escrito em 1948, apresentava a sociedade vigiada pelo “Grande Irmão (Big Brother)”;
A.I. – Inteligência Artificial (adaptado do conto “Superbrinquedos duram o verão todo”, de Brian Aldiss) e Minority Report (de Philip K. Dick), ambos de Steven Spielberg, apresentam questões instigantes, com dosagem eficiente de ação, mas também derrapam nos minutos finais – o primeiro devido a um esoterismo sentimental e inconvicente e o segundo por uma resolução um tanto brusca das propostas.
A Guerra dos Mundos, com os aliens invasores do livro de H. G. Wells, foi um fenômeno naquela adaptação radiofônica de Orson Welles que assustou Nova York em 1939. Foi levado em 1953 ao cinema; e também em 2005 por um Spielberg cujos aliens bonzinhos de ET e Contatos Imediatos de 3º Grau já tinham telefonado e voltado pra casa.
Isaac Asimov teve seus O Homem Bicentenário e Eu, Robô adaptados (lembram das 3 leis da robótica?) e foi contratado como consultor científico especial no primeiro filme da série Star Trek.
E 2001, pelas imagens extraordinárias, pela genial utilização da música de Strauss (Richard e Johann II) e Georgy Lygeti e pelas idéias de Arthur C. Clarke.
Fahrenheit 451, de François Truffaut, adaptado de conto de Bradbury, mostra uma sociedade inquisitorial queimadora de livros e de liberdade de consciências;
Blade Runner, de Ridley Scott, adaptação de novela de Philip K. Dick, traz um futuro sombrio, com um apuro visual e um equilíbrio narrativo entre ação e questões metafísicas nunca mais visto (mais a trilha de Vangelis);
1984, adaptado de livro homônimo de George Orwell, escrito em 1948, apresentava a sociedade vigiada pelo “Grande Irmão (Big Brother)”;
A.I. – Inteligência Artificial (adaptado do conto “Superbrinquedos duram o verão todo”, de Brian Aldiss) e Minority Report (de Philip K. Dick), ambos de Steven Spielberg, apresentam questões instigantes, com dosagem eficiente de ação, mas também derrapam nos minutos finais – o primeiro devido a um esoterismo sentimental e inconvicente e o segundo por uma resolução um tanto brusca das propostas.
A Guerra dos Mundos, com os aliens invasores do livro de H. G. Wells, foi um fenômeno naquela adaptação radiofônica de Orson Welles que assustou Nova York em 1939. Foi levado em 1953 ao cinema; e também em 2005 por um Spielberg cujos aliens bonzinhos de ET e Contatos Imediatos de 3º Grau já tinham telefonado e voltado pra casa.
Isaac Asimov teve seus O Homem Bicentenário e Eu, Robô adaptados (lembram das 3 leis da robótica?) e foi contratado como consultor científico especial no primeiro filme da série Star Trek.
E 2001, pelas imagens extraordinárias, pela genial utilização da música de Strauss (Richard e Johann II) e Georgy Lygeti e pelas idéias de Arthur C. Clarke.
Sobre "O fim da infância", considerado o melhor de Clarke
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