
"Meu objetivo é simples: escrever livos sobre nosso Senhor vivendo na Terra e fazê-lo real para as pessoas que não acreditem nele; ou pessoas que nunca tentaram acreditar", diz a autora. E reforça: "Eu tornei os vampiros em algo crível para mulheres adultas. Agora, se eu pude fazer isso, eu posso fazer nosso Senhor Jesus Cristo crível para as pessoas que nunca acreditaram".
Mesmo que não pretenda impressionar os críticos, no site de Anne Rice, há colunistas que apreciaram a nova empreitada da escritora. O jornal Los Angeles Times: "As memórias de Rice mostram o que uma crença verdadeira envolve". O Chicago Sun-Times: "É a história vívida da jornada de uma alma em direção à luz". O Herald Tribune não demonstrou entusiasmo com o estilo que chamou de "aborrecido".

O que Rice e Eszterhas têm em comum, além do fato de terem sido dois autores pop de sucesso? Infância católica, alcoolismo, doenças e morte de parentes. A filha de Rice, de apenas 5 anos, teve leucemia. Depois, ela perdeu seu marido de longa convivência. Eszterhas perdeu a neta para uma doença degenerativa. Ambos os escritores enfrentaram graves doenças. Rice entrou em coma diabético do qual demorou a sair e Eszterhas perdeu 80% da garganta para um câncer de laringe. Para os dois, a palavra "milagre" explica seu restabelecimento e conforto nos momentos de maior definhamento emocional e físico.
A capa do livro de Rice mostra a escritora ao lado de uma imagem católica e, em suas páginas, ela conta seu desejo infantil de ser uma santa e também revela o que chama de epifanias. Segundo o G1, uma dessas teria acontecido no Rio de Janeiro, onde ela diz ter sentido um "delírio" e ver as nuvens do céu se abrindo para mostrar a estátua.
Joe Eszterhas, que chegou a ser o roteirista mais bem pago de Hollywood (ele ganhou 3 milhões de dólares por Instinto Selvagem), abandona seus vícios e o enorme ego que lhe trouxe desafetos e está trabalhando em histórias sobre o combate às drogas e thrillers políticos. Ele diz à reporter do New York Post que não permitirá que seus filhos vejam certos filmes que produziu antes de completarem 18 anos. E completa: "Não fui lobotomizado, mas não vou criar mais histórias como aquelas que fiz antes de minha conversão".
Comentários